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Amazonino diz que, se eleito, não vai concluir a Cidade Universitária


O governador e candidato à reeleição, Amazonino Mendes (PDT), disse que, se eleito, não dará continuidade ao projeto da Cidade Universitária, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), cuja obra foi iniciada em Iranduba, Região Metropolitana de Manaus (RMM), em 2012, e pretendia atender mais de 2 mil alunos só na primeira fase. A declaração de Amazonino foi dada nesta segunda-feira, 10, em entrevista à TV Amazonas.

Maquete da Cidade Universitária foi apresentada em 2012 (Reprodução)

Amazonino citou o assunto após ser questionado, na entrevista, se iria concluir o projeto. “Não. É claro que não”. O governador complementou dizendo que o importante é o “aprimoramento dos cursos e dos professores”. Sobre o que seria feito no espaço, em Iranduba, onde funcionaria o campus universitário, o político cogitou construir um centro administrativo do Estado no local, alegando que o governo gasta, ao ano, R$ 50 milhões em aluguéis. Só que, ao final da resposta, titubeou. “Mas não quer dizer que farei isso lá”.

A Cidade Universitária foi um projeto idealizado pelo então governador Omar Aziz (PSD), hoje, senador e candidato ao governo do Estado. A proposta era levar a Iranduba, que fica a 23 quilômetros da capital, diversos cursos de nível superior, além de construir uma reitoria, refeitório, entre outros setores no campus universitário. A Cidade Universitária também ajudaria a alavancar a economia no município, que hoje é acessado pela Ponte Rio Negro.

Valores

Orçada em R$ 700 milhões, a Cidade Universitária teve as obras iniciadas em 2014, com previsão de término em 2016, o que não ocorreu por falta de recursos do Governo do Estado. O projeto já consumiu mais de R$138,7 milhões em recursos públicos.

Segundo dados atualizados do Sistema de Acompanhamento de Obras do Estado (Sicop), os pagamentos realizados estão relacionados a projetos executivos, de supervisão, estudos de impacto do solo, implantação de vários blocos, construção de vias de acesso e inventário. 

Mulheres

Ainda durante a entrevista à TV Amazonas, o candidato foi questionado sobre a ausência de um projeto específico de combate à violência contra a mulheres seu plano de governo. Ele explicou que tem projetos, mas não disse quais. E ainda disse que não será um bom governante se cumprir seu plano de governo.

“Se eu for obrigado a cumprir só o que está no meu plano de governo, serei um péssimo governador”, frisou. “Eu faço sempre mais do que prometo”, afirmou. Mesmo não tendo nada previsto no seu plano de governo, Amazonino disse que ninguém ‘tem um plano melhor que o dele’.

Reajustes

Sobre eventuais reajustes salariais para as categorias da educação, saúde e para os policiais, ele disse que cumprirá a data-base. “E eu sou obrigado a pagar reajuste”, questionou o candidato. Ele afirmou que a data-base não vinha sendo cumprida desde 2015.

Amazonino também foi questionado sobre eventuais incentivos ao diesel para as empresas de transporte coletivo. “Não se pode atrasar pagamento de reajuste de tarifa”, frisou, alegando que para andar, “o ônibus gasta”.

 

 

 

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