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Fumaça de queimadas no Amazonas já é visível por satélite da Nasa

As imagens foram feitas este mês e mostram um corredor de fumaça que se estende pelo país e é percebida no estado de São Paulo.

Satélite da Nasa registra uma mancha cinza sobre os estados de Rondônia e do Amazonas, segundo o órgão americano esse é o resultado das queimadas que acontecem na região. As cenas foram feitas este mês e mostram um corredor de fumaça que se estende pelo país e é percebida em São Paulo, a mais de 3 mil quilômetros dos estados nortistas.

“O Espectrorradiômetro de Imagem de Resolução Moderada (Modis) do satélite Aqua capturou as imagens de vários incêndios ocorridos nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso, ao longo de agosto”, ressalta a agência espacial, em nota. A Nasa também ressaltou que apenas em setembro é comum o satélite identificar as queimadas.

Segundo a agência dos Estados Unidos, a parte do mapa acinzentada ou próxima à cor cinza representa a fumaça de incêndios e as nuvens são os pequenos pontos brancos.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 2019 até o mês de agosto, a Amazônia Brasileira duplicou os índices de queimada em comparação com o mesmo período do ano passado.  De janeiro a agosto mais de 53 mil focos foram registrados nos estados do Norte e em parte do Maranhão, no Nordeste. Em 2018, o número foi de 26,5 mil.

Presidente culpa os governadores

Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez pouco caso da suspensão do envio de recursos internacionais para o Fundo Amazônia porque, segundo ele, é um dinheiro que serve para enriquecer as Organizações Não Governamentais (ONGs) e não são utilizados para o fim correto. O chefe do poder executivo acusou, ainda, os governadores do Norte do Brasil a serem coniventes com esses desvios das finanças.

Em resposta, Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas, disse que tem trabalhado em parceria com o governo federal para frear as ações ilegais de desmatamento, que para ele, é o principal problema das queimadas.

“O grande problema é o desmatamento ilegal que acontece de forma incontrolada. Os focos [de queimadas] são áreas em que havia interesse econômico”, declarou o governador em uma entrevista concedida a uma televisão local.

O governador disse, também, que existe um grupo de trabalho em exercício diário. O Comitê Estadual de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, Controle de Queimadas e Monitoramento da Qualidade do Ar. Além disso, há uma força-tarefa em ação desde o dia 2 de agosto para conter os problemas ambientais.

Afeta a economia

Para o deputado estadual e economista, Serafim Correa (PSB), o governo federal está cometendo um equívoco ao “pregar a ideia de deixar avançar o desmatamento”, pois as consequências são negativas para o agronegócio do país, para a balança comercial e da saúde pública.

“Nada adianta o presidente da República bater no peito querendo bater de frente com os países que compram os nossos produtos em um momento em que ele desobedece as regras elementares de sobrevivência, de bem viver, de usufruir do meio ambiente e não destruir o meio ambiente”, afirmou o parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM).

Ao mencionar o assunto na tribuna, Serafim falou do estudo do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), segundo o qual quatro municípios do estado do Amazonas estão na lista dos dez que mais desmatam.

O primeiro lugar da lista é município de Apuí, que teve 91 km de área desmatada. O segundo lugar também é do Amazonas, Lábrea, com 61 km de desmatamento. Depois, o Amazonas figura no sexto lugar, com a cidade de Novo Aripuanã que tem 38 km de desmatamento e, por ultimo, Boca do Acre aparece em oitavo lugar, com 20 km de área desmatada.

(*) Com informação do G1 Rondônia

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