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Mais de 11 mil casos de malária são registrados no Amazonas

O governo do Sri Lanka decretou um toque de recolher e também bloqueou acesso a redes sociais e aplicativos de mensagens após explosões


Cerca de 11.358 casos de malária foram registrados no Amazonas, em março deste ano. Só em Manaus foram confirmados 1.368 casos, que representa 14,9% do total de registros no Estado. As informações foram divulgadas, neste domingo(21), pela Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM).

Manaus registrou 14% do total de casos da doença (Divulgação)

Além da capital, também foram confirmados casos da doença nos municípios de São Gabriel da Cachoeira – 2.053 casos (22,4%); Barcelos – 1.567 casos (17,1%); Santa Isabel do Rio Negro – 833 casos (9,1%); Coari – 471 casos (5,1%); Lábrea – 471 (5,1%); Tefé – 409 casos (4,7%); Presidente Figueiredo – 326 casos (3,5%); Humaitá – 274 casos (3%), Carauari – 255 casos (2,7%); Guajará – 222 casos (2,4%); Ipixuna – 221 casos (2,4%); Tapauá – 199 casos (2,1%); Atalaia do Norte – 199 casos (2,1%); Rio Preto da Eva – 149 casos (1,6%); Alvarães – 79 casos (0,86%);  Itacoatiara – 35 casos (0,3%); e Tabatinga com 13 casos (0,1%).

Para fortalecer o compromisso de enfrentamento da malária 2019-2021, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) vai realizar na próxima quarta-feira(24), a Reunião de Pactuação para a Assinatura do Termo de Compromisso de Gestão. O evento será às 9h na sede do Governo, e contará com a presença dos secretários municipais de saúde dos 18 municípios prioritários que juntos são responsáveis por 80% dos casos de malária registados no Amazonas.

A ação faz parte da programação do 4º Seminário Estadual Alusivo ao Dia Mundial de Luta contra a Malária. 

Série Histórica da Malária

Durante os anos de 2015 e 2016, o Amazonas registrou o menor número de casos das doenças dos últimos vinte anos. Em 2015 foram registrados 74.309 casos contra 49.928 casos em 2016, o que representou uma redução de 32% com cerca de 24.381 casos a menos no mesmo período.

Em 2017, ocorreu um retrocesso no quadro epidemiológico do Estado, com o aumento do número de casos em aproximadamente 65% quando comparado entre 2016 e 2017, que fechou o ano com 82.600 casos.

A explosão de casos teve multifatores entre elas a descontinuidade dos serviços com intensa rotatividade de profissionais nos municípios e, sobretudo,  pelo descontrole da malária na Venezuela, que afetou a população indígena imigrante do Alto Rio Negro. O fato resultou no crescente números de casos naquela região e a necessidade  do Decreto de Emergência, para o enfrentamento da Malária nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Izabel do Rio Negro para intervenção do Estado, fechando o ano com 73.362 casos da doença, com 9.238 casos a menos que 2017.

Após intensas mobilizações dos programas municipais sob a orientação da FVS-AM, no primeiro trimestre de 2019 foram registrados 11.358 casos de malária no Amazonas. Até o momento, o Amazonas está com redução 42,36% quando comparado no mesmo período de 2018, que registrou 19.704 casos.

Na região do Alto Rio Negro, a redução foi de 2.953 (39,87%), sendo que apenas o município de Barcelos apresenta aumento de 2,15%, enquanto Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira apresentam redução de 30,81% e 56,02%, respectivamente. A FVS-AM destacou que o aumento de casos em Barcelos concentra-se basicamente na área indígena yanomami, cujas ações de controle estão sob a responsabilidade do Distrito Sanitário Indígena Yanomami – DSEI-Yanomami, sediado em Boa Vista-RR.

(*) Com informações da Assessoria

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