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3 de dezembro de 2020
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Prédios tradicionais entram na mira do MP após anúncio de leilão

O MP instaurou procedimentos para apurar os casos envolvendo prédios de três entidades tradicionais ligadas à história de Manaus

Prédios tradicionais entram na mira do MP após anúncio de leilão
Foto da internet

O Ministério Público do Estado do Amazonas, por meio de sua 47ª Promotoria de Justiça de Fundações e Massas Falidas, instaurou procedimentos para apurar os casos envolvendo prédios de três entidades tradicionais ligadas à história de Manaus: o Rio Negro Clube, o Ideal Clube e o Nacional Fast Clube. Os procedimentos têm o objetivo de apurar a venda ou o anúncio dos respectivos prédios dessas entidades.

Sobre o Rio Negro, a titular da 47ª PJ, Promotora de Justiça Kátia Oliveira, explica que tomou conhecimento, por intermédio de veículos de imprensa, que sede do clube, localizada em frente a Praça da Saudade (Avenida Epaminondas, 570 – Centro), será leiloada no dia 30 de novembro de 2020, por decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11). A 47ª PJ instaurou Inquérito Civil para apurar a regularidade da situação, podendo culminar, caso seja considerado necessário, em ação judicial visando corrigir irregularidades ou anular o leilão como um todo.

Em relação ao Nacional Fast Clube, também foi aberto um Inquérito Civil para apurar a legalidade da venda da antiga sede, localizada no Boulevard Amazonas, para uma igreja. Segundo a Promotora Kátia Oliveira, a diretoria do clube informou que o dinheiro da venda do prédio serviu para a compra de uma nova sede, localizada em outro endereço.

Da mesma forma, será iniciada investigação sobre a destinação do prédio do Ideal Clube, localizado na avenida Eduardo Ribeiro, centro. Segundo a Promotora: “Todas essas sedes são patrimônio histórico tombado, portanto aquele que quiser comprar não vai poder fazer nada no local, pois tem que preservar o patrimônio dessa cidade. Está na hora de nós apurarmos e entendermos o que está acontecendo com o futebol amazonense e o por que dessa pressão para os clubes venderem suas sedes.”

 

(*) Com informações do MPAM

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