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Antes de ser morta, Alcileide registrou BO contra sargento M. Sérgio

Sargento Alcileide Costa de Freitas registrou Boletim de Ocorrência contra Mário Sérgio em 15 de maio; PM disse que não foi informada das ameaças
Lucas Rodrigues – Portal AM1
• Publicado em 10 de junho de 2021 – 16:18
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Alcicleide foi morta enquanto tirava serviço na 10ª Cicom. Foto: Arquivo Pessoal

MANAUS, AM – A 3° sargento Alcileide Costa de Freitas, da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), morta na madrugada desta quinta-feira (10), já havia sido ameaçada pelo suspeito do crime. A ameaça veio à tona em um Boletim de Ocorrência (BO), divulgado ainda nesta quinta-feira.

O boletim, ao qual a equipe do Amazonas1 teve acesso, foi registrado no dia 15 de maio. No relato de Alcicleide, o também sargento Mário Sérgio da Silva Muca, seu colega de plantão, teria ameaçado a sargento de morte, chamando-a de “verme”.

Leia mais: Sargento da PM é morta por colega de farda dentro da 10ª Cicom

“Abre teu olho: tu é o pior verme que existe, e tu sabe o que acontece com os vermes”, teria dito Mário Sérgio a Alicleide. Menos de um mês depois, a sargento foi morta a tiros na 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) da Polícia Militar, onde os dois serviam como armeiros.

Leia cópia do boletim

Contradição

O boletim foi registrado na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM). No entanto, foi transferido para o 21° Distrito Integrado de Polícia (DIP). Segundo a delegada Débora Mafra, titular da Especializada, uma cópia do BO foi encaminhada à Corregedoria da Polícia Militar.

“Transferimos porque ela não tinha parentesco com o sargento que a ameaçou. Nesse caso, o boletim foi transferido para o 21° DIP, que fica no bairro onde ela morava. Além disso, também encaminhamos uma cópia do boletim para a Corregedoria”, afirmou.

Entretanto, em nota enviada à reportagem do Amazonas1, a Polícia Militar informou que, até a ocorrência do crime, a corporação não foi comunicada “sobre qualquer tipo de desentendimento ou problemas envolvendo os dois militares”.

Ainda segundo a assessoria da PM, o caso será investigado pela Polícia Judiciária Militar, conforme o Código Penal e a Constituição Federal. Já o sargento Mário Sérgio da Silva Muca foi afastado das funções e vai responder a processo administrativo. Ele vai ficar à disposição da Justiça no Núcleo Prisional da Polícia Militar.

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