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11 de agosto de 2020
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A exclusão educacional e as consequências na pandemia

A educação é um direito universal, mas ainda não conseguimos atender todos. Os mecanismos sociais, econômicos e culturais que contribuem para excluir as crianças e jovens deste direito fundamental foram evidenciados no último relatório da UNESCO, publicado no final de  junho de 2020, em  meio à pandemia da covid-19.

O Relatório de Monitoramento Global da Educação 2020, com o tema “Inclusão e educação: todos, sem exceção” faz parte do acompanhamento anual das metas estabelecidas no Fórum Mundial de Educação de Dakar, há 20 anos. De acordo com a ONU, o documento busca identificar as práticas de governança e financiamento da educação, além de analisar a relação dos demais fatores como currículo, materiais didáticos e infraestrutura escolar para a promoção do processo de inclusão.

Crédito da foto: Cátedra UNESCO de Educação de Jovens e Adultos

Embora o relatório internacional já estivesse em fase final de elaboração quando o surto do novo coronavírus causou uma disrupção na educação, fechando escolas e atingindo 91% da população estudantil ao redor do mundo, o impacto da covid-19 exacerbou as crises subjacentes: 40% dos países de renda baixa e média-baixa não tomaram nenhuma medida para apoiar os estudantes em risco de exclusão durante a crise sanitária, segundo o resultado do monitoramento apresentado, o que aponta o agravamento das desigualdades  educacionais.

No Brasil, foi publicada a pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus”, promovida pelo Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE), no mesmo dia do lançamento do Relatório da UNESCO. A pesquisa teve entre seus objetivos levantar a percepção de jovens de diferentes regiões e realidades sociais, sobre os efeitos da pandemia em suas vidas e na sociedade.

Para isso, foram entrevistados via formulário on-line 33.688 jovens entre 15 a 29 anos. Apesar dos limites da escolha metodológica, a pesquisa apresenta importantes informações para subsidiar a construção de políticas e programas voltados para o atendimento da juventude.

Entre os jovens pesquisados, por exemplo, 28% responderam que já pensaram em não retornar para a escola após o período de isolamento social, enquanto 67% declararam que não estão conseguindo estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio desde a suspensão das aulas. Além disso, 49% pensam em desistir do ENEM.

A perspectiva da volta às aulas, a preparação e a intenção de participação no Exame demonstrados na pesquisa, também revelam o aumento da exclusão educacional causado pela pandemia. As desigualdades e as crises pré-existentes na educação foram amplificadas, de acordo com a CONJUVE.

Esses estudos, relatórios e pesquisas são importantes como referência ao gestor educacional no planejamento das ações prioritárias, na tomada de decisão e formulação das políticas públicas. No Brasil, atualmente sem comando na pasta da Educação, esses dados parecem não ser levados em consideração.

Crédito da ilustração: Dreamstime

Além da exclusão cumulativa dos mais vulneráveis e menos favorecidos, pela falta de ações concretas, as consequências do prejuízo na aprendizagem dos alunos têm sido cada vez maiores. No referido cenário, as escolas brasileiras iniciaram a reabertura “pós-pandemia”, trazendo consigo o sentimento de insegurança dos pais, alunos e professores.  Para enfrentar esses desafios educacionais ampliados,  é passada a hora da sociedade valorizar os atores educacionais e iniciar a superação da inequidade.

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Publicado por Amazonas1

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