Criptorquidia (Ausência do testículo na bolsa escrotal) | Articulistas | Amazonas1
A + A -

Denúncias, sugestão de matérias e outros assuntos

28 de maio de 2020
Site auditado pelo

Redes Sociais

[email protected]

Criptorquidia (Ausência do testículo na bolsa escrotal)

Criptorquidia ou Criptorquia (de Cripto, caverna, esconderijo + orquis Testículo) é a condição médica na qual não houve uma descida correta do testículo da cavidade abdominal (onde se desenvolve na vida intrauterina) para a bolsa testicular (escroto).

Causas, incidência e fatores de risco

A criptorquidia é muito comum em bebês prematuros e afeta de 3 a 4% dos bebês que nascem em tempo. Aproximadamente 65% dos testículos descem por volta dos nove meses de gestação. Quando o testículo é palpável no escroto, considera-se que desceu, ainda que possa estar retrátil posteriormente. O testículo retrátil ocupa o escroto, mas ocasionalmente (e temporariamente) retorna ao canal inguinal, por ação da força do reflexo muscular (reflexo cremastérico), que retrai os testículo antes da puberdade.

Esta condição não requer nenhum tratamento, pois normalmente, corrige-se de modo espontâneo, antes da adolescência, sendo considerada uma variante normal. O testículo que não desce até o primeiro ano de idade deve ser avaliado com cuidado, sendo nesta idade aconselhada uma cirurgia definitiva para reduzir a probabilidade de lesão testicular permanente. Os testículos que não descem de forma natural ao escroto, são considerados anormais para o resto da vida do paciente, e têm maior probabilidade de desenvolver atrofia, infertilidade e até câncer.

Leia também:

 

Quadro Clínico

Em geral, a criptorquidia não apresenta sintomas, exceto quando o testículo abdominal apresentar alguma complicação, como infecção (orquite) ou neoplasia (câncer). O diagnostico é realizado pelo exame clínico, durante o qual o testículo não é detectado no escroto. Os exames de imagem (ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética) podem auxiliar na localização do testículo criptorquídico.

Tratamento

Geralmente, o testículo desce a bolsa testicular (escroto) no primeiro ano de vida, sem ser necessária intervenção. Depois do primeiro ano de vida pode tentar-se a utilização de injeções hormonais (B-HCG ou testosterona) e se não houver resultado, é recomendado a cirurgia corretiva, denominada orquidopexia (método definitivo e de eleição, pelas razões acima descritas), que atualmente pode ser realizada por técnicas minimamente invasivas (sem cortes e com rápida recuperação) como por exemplo a videolaparoscopia.

Prof.Dr.:Giuseppe Figliuolo – Urologista

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

COMENTÁRIOS

Os comentários são via Facebook, e é preciso estar logado para comentar. O comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do portal. Você pode ser denunciado ou até mesmo banido caso comente algo racista, incite o ódio ou poste spam.

Cadastre-se em nosso newsletter

E fique sempre informado com as últimas notícias