US - R$ 4,08

×

Os mimimis nas empresas têm fim?

Antigamente a gente chamava de fofoca, mas agora a gente chama de “mimimi”, mas essa expressão é usada também em outro contexto. Tudo porque mimimi tem uma conotação pejorativa e é utilizada na comunicação informal para satirizar alguém que passa a vida reclamando, e isso costuma ocorrer com certa frequência no ambiente de trabalho. Então em se tratando de fofoca, conversa fiada ou gente que só reclama podemos seguir com o mimimi, que funciona como uma onomatopeia, por reproduzir o som de choramingo ou ladainha!

Ambiente tóxico

Aqui, o foco é falar um pouco sobre a boa e velha conversa de corredor ou rádio peão, que é mais eficaz do que qualquer rede wifi, funciona 24 horas por dia e pode causar prejuízos à produtividade, já que as pessoas desperdiçam tempo e energia que poderiam ser investidos no trabalho. Além da distração e consequências, outro agravante é a contaminação tóxica de todo o ambiente.

Fulano não gosta de sicrana, que teve um caso com beltrano, que gosta da recepcionista que odeia a gerente de vendas! Pronto! Já temos assunto pra uns três artigos! É intriga daqui e dali e todos são prejudicados, mas o que fazer pra acabar com isso?

Peixe fora d´gua

Por mais que se contrate um super profissional, com capacitação e habilidades incríveis, a empresa não está livre de contratar alguém que não se ajuste à cultura organizacional e que tenha um comportamento inapropriado.

É claro que não existe uma receita de bolo, porém algumas estratégias podem ajudar a minimizar o tal mimimi nos escritórios. Mas, essa responsabilidade não deve partir somente das corporações, os próprios colaboradores precisam perceber o quanto os conflitos emocionais contaminam o local profissional e evitá-los a todo custo, pois passamos boa parte da vida trabalhando e as relações humanas já são complicadas por natureza!

Dicas

Além de ter uma cultura organizacional fortalecida em bons princípios é importante que a empresa considere os diferentes perfis de cada colaborador. Afinal, é nesse contexto que se gera inovação, porém é preciso observar quem não está se encaixando bem no time e contaminando o entorno.

A performance do líder é fundamental para manter a equipe unida, alinhada e focada, assim como o RH pode dar uma ajuda implantando ações, treinamentos e outras atividades que contribuam para o equilíbrio saudável entre os colegas de trabalho. Em alguns casos, pode-se recorrer à mediação, mas essa estratégia costuma envolver muito tempo. Então a menos que ocorra efetivamente algum fato, transtorno como assédio ou algo mais sério, o melhor é monitorar o ambiente, buscar entender as diferenças e saber separar o que é da esfera pessoal da profissional.

Perder pra ganhar

Às vezes as pessoas se desentendem numa empresa e levam as diferenças pessoais para outras companhias lá na frente. Dia desses, uma amiga, que trabalhou comigo e que está desempregada, participou em um longo processo seletivo e foi super bem em todas as etapas, porém, não foi contratada possivelmente por conta da influência de outra ex-colega, que atua na empresa que está contratando, mas que não se dá bem com a candidata, devido a desentendimentos da época em que todas nós trabalhávamos juntas. Lição: às vezes é melhor deixar passar algumas coisas e manter um bom ambiente de trabalho e coleguismo, do que ganhar uma discussão e perder uma ótima vaga de trabalho no futuro!

 

www.cristinamonte.com.br

 

Faça um comentário