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Comunicação é poder


– VOCÊ TEM PODER?

Você já parou para analisar a forma como se comunica? Sugiro que você faça esse exercício, sem dúvida será uma experiência transformadora. O primeiro passo é compreender que tudo comunica o tempo todo: a forma como você se veste, como anda, o tom de voz com o qual você fala com as pessoas, a maneira de olhar, os seus gestos etc. Em todo o tempo estamos comunicando, até mesmo o nosso silêncio comunica.

Desde os primórdios da humanidade sempre houve comunicação. O homem das cavernas fazia desenhos nas pedras que contavam histórias, emitia sinais de fumaça e sons. Milhares de anos se passaram, as formas de se comunicar foram ganhando novos auxílios, a tecnologia foi incorporada ao dia a dia da população como alternativa para estreitar o contato entre as pessoas que estão longe por meio do telefone, aplicativos, câmeras que mostram imagens em tempo real, mas nada substitui a sua linguagem corporal, sua voz e a forma como você consegue ou não se conectar com o outro.

Infelizmente, entre tantas disciplinas que estudamos no colégio, faculdade, pós – graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado, nunca nos ensinaram que comunicação é competência e que se eu não tenho as habilidade certas, eu posso desenvolvê-las. Crescemos ouvindo nossos pais gritarem e nos ensinaram que: “é apenas o jeito deles”. Assistimos aulas com professores que sabiam muito, mas não conseguiam se conectar com os alunos e não conseguiam contribuir para o bom aprendizado, e ouvíamos: “mas ele é legal”. Ingressamos no mercado de trabalho e nos deparamos com chefes sem a menor habilidade de liderança, que gritavam e humilhavam seus colaboradores e escutávamos: “ta insatisfeito? procura outro emprego”.

Todos eles não sabiam, e alguns continuam não sabendo, como se comunicar de forma assertiva. Eles entendiam que o poder da comunicação está na postura autoritária. Eles não tinham noção do que são os sistemas representacionais, não sabiam calibrar as pessoas, entender os diferentes tipos de perfis e não tinham inteligência emocional para lidar com as próprias emoções. O pior de tudo é que nós, eu e você, já repetimos comportamentos semelhantes aos citados acima simplesmente porque foi assim que nos ensinaram. Foi justamente por repetir um comportamento indelicado, grosseiro, mesmo sem perceber, que eu parei para analisar a forma como me comunicava, e fui além, passei a estudar como poderia me comunicar mais e melhor, estabelecendo conexão com o outro, sendo assertiva. Foi uma experiência transformadora.

É fundamental que você compreenda a importância dos dados apresentados pelo estudo de Albert Mehrabian. Segundo ele, apenas 7% da nossa comunicação diz respeito às palavras. A musicalidade, o seu tom de voz, a maneira de dizer cada palavra, são representados por 38%, e os outros 55% estão relacionados à linguagem corporal (postura, gestos e expressão facial), ou seja, 93% fazem parte da linguagem não verbal. Só com essa informação você já consegue entender que a forma como se comporta é determinante para o resultado da sua comunicação com os outros. Essas informações chamam atenção dos alunos cada vez que ministro palestras e treinamentos de oratória.

Em 17 anos trabalhando com comunicação, defendo que um grande comunicador, precisa falar bem, seja num compromisso formal ou informal, utilizando o tripé formado pelo emocional (saber lidar com suas próprias emoções), os recursos físicos e mentais (linguagem corporal e atitude mental positiva) e o conteúdo. Destes, defendo que o primeiro é o mais importante, e para alguns, o mais difícil de ser trabalhado. Entenda que, neste contexto, englobo todas as pessoas e não apenas aquelas que trabalham como oradores e palestrantes.

 

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