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Startup Weekend Retail

No último final de semana de abril ocorreu em Manaus o Startup Weekend Retail, três dias de imersão empreendedora com o objetivo de fortalecer a experiência de criar soluções inovadoras para um determinado problema, neste caso soluções focadas nos problemas do varejo.

No último post falamos da importância de existir uma comunidade de startups na região. E agora, vamos compartilhar sobre a importância de eventos de imersão para um ecossistema de inovação.

Antes de começar a falar de eventos, precisamos entender sobre fatores que influenciam a criação de um ecossistema inovador, e como o eventos de empreendedorismo e inovação interagem com esse cenário, segundo a aceleradora global Tech Star, um ecossistema de inovação saudável deve possuir 5 pilares:

O talento: Para o desenvolvimento de um ecossistema inovador precisamos de pessoas pensando em inovação, e essas pessoas precisam estar qualificadas para isso, esse é um papel fundamental das universidade, centros de ensino, programas de capacitação e, também, eventos nos quais intensificam a experiência empreendedora. Precisamos de capital humano, tanto para compor os times de startups, como para inspirar as novas gerações. A medida que o ecossistema vai evoluindo, as pessoas se tornam responsável por tornar um ambiente propício de inovação que tolere riscos e falhas.

A densidade: Na densidade se qualifica o quanto nos apoiamos e impulsionamos para ser falado sobre empreendedorismo e inovação em nossa região, aqui se encaixam os eventos de inovação, as comunidades empreendedoras, as conferências de empreendedorismo e inovação, as associações que comunicam e disseminam os temas. Portanto, para conseguirmos um ambiente adequado a criação de novos modelos de negócios, devemos aumentar a densidade de ações voltadas para o empreendedorismo.

A cultura: A cultura empreendedora tem muito haver a modo que encaramos nos arriscar para empreender e como isso é ensinado nas escolas e faculdades. Os casos de sucesso visíveis e como celebramos as conquistas alheias, a nossa preocupação com as gerações futuras. O incentivo a experimentação de novas soluções e o estímulo a ideias inovadoras. Todos esse fatores coligados geram uma reputação local, nacional e internacional, e a cultura empreendedora diz respeito a como interagimos com essa reputação, enquanto empreendedores, fomentadores, instituições ou governos.

A infraestrutura: Quando tratamos de infraestrutura, falamos de um ambiente favorável a inovação que ofereça locais adequados, programas de suporte e impulsionamento. Um bom serviço de telecomunicações, uma malha de transporte e logística adequados para suportar soluções inovadoras e, principalmente, zonas de inovação, pólos digitais, incubadoras de empresas, aceleradoras de startups, centros de inovação e clusters. Além de todas essa infraestrutura, os serviços focados em empreendedorismo inovador ganham o seu espaço e apoio na construção deste ambiente, consultorias como: legal e tributária, contabilidade para startups, assessoria em investimentos e conselheiros em tomadas de decisões fortalecem o ambiente de inovação.

O Governo: os Governos tem papel fundamental nesta construção, são responsáveis pelo investimentos em instituições e programas de apoio, pelo suporte financeiro como acesso à credito mais facilitado, regulamentação de incentivos locais a startups como incetivos fiscais, a aproximação de pesquisa e desenvolvimento dos problemas da sociedade, e desentraves que favoreçam o surgimento de negócios inovadores.

A integração desses fatores pode ser bem vista no diagrama Isenberg (2011):

Figura-5-Dominios-do-Ecossistema-Empreendedor.png

Figura 1: Domínios do Ecossistema Empreendedor Fonte: Adaptação do modelo de Daniel Isenberg (2011) Disponível em: http://entrepreneurial-revolution.com/view-the-ecosystem-diagram/

Quando um ecossistema desenvolve os fatores acima de forma que as ações de cada eixo se conectem umas com as outras, mesmo sendo em baixa escala, e também, não acontecendo essa conexão de uma só vez, há um resultado expressivo no desenvolvimento do ambiente de inovação, a comunidade de empreendedora torna-se desenvolvida e favorável ao surgimento de novos negócios.

Os eventos de imersão tem um objetivo importe no contexto de ecossistemas, eles são responsáveis pela disseminação de empreendedorismo. Os Startup Weekend, ou somente SW, são termômetros de inovação local, quanto mais SWs acontecem em uma região, mais pessoas falando de inovação, empreendedorismo e startups teremos.

Durante 54 horas equipes se unem em busca de solucionar problemas, problemas que foram escolhidos por votação como os melhores a serem desenvolvidos. Uma equipe de mentores orienta na melhor condução para solucionar o problema, enquanto a equipe executora busca modelar a ideia para se tornar um negócio atrativo ao mercado. As equipes debatem, validam as ideias, vão em busca de cliente, colhem feedbakcs, algumas até vendem a solução, outras mudam completamente o modelo de negócios. No final de tudo isso, o modelo de negócios é defendido aos jurados, especialistas na área de negócios e inovação.

No SW Retail tivemos 10 ideias inovadoras, que durante o final de semana buscaram a validação de algum problema de varejo. No final das 54 horas, foram eleitas as 3 melhores ideias para o varejo: Bugdet Gás, solução para encontrar postos de gasolinas com valores mais em conta; Apuama,com a proposta de solucionar os problemas de fretes caros para região norte, e Relax Time, focada em hospedagens por hora, para as pessoas que não querem gastar a diária completa.

Até hoje o nosso ecossistema de inovação já realizou 8 startups weekends, com diversas temáticas: mobile, educação, focado em mulheres, varejo, sustentabilidade, e podemos fazer mais. Neste ano de 2018 ainda temos 2 SWs por acontecer. Os SW são eventos feitos para comunidade de inovação, organizados por voluntários e facilitadores da comunidade.

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