Estratégia de combate a violência em Manaus falha. Saiba por que | Raimundo Holanda | Amazonas1

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Estratégia de combate a violência em Manaus falha. Saiba por que

Os casos de violência em Manaus aumentaram em outubro e explodiram neste início de novembro.  São execuções sumárias, ameaças de invasão de escola e assaltos com reféns. O quadro é, no mínimo, assustador e a tendência é o seu agravamento.

A culpa  não pode ser atribuída exclusivamente ao governo, mas  há uma carência de políticas públicas para essa área. E a confiança  da sociedade, que se exaure à medida que respostas não são dadas, é um sinal de que o governo tem feito o mínimo do mínimo, quando se esperava o mais do mais.

É inegável que há uma preocupação do governador Wilson Lima com o problema, mas falhou  ao colocar em postos-chave – como o Comando da PM e da Secretaria de Segurança,  homens que não estavam ou não estão qualificados para enfrentar os desafios do momento.

A prova foi o  suposto enfrentamento com uma organização criminosa e do qual resultou, na versão oficial, 17 mortos. Uma ação marcada pela suspeita de que não houve confronto, mas um processo de extermínio.

Espera-se do governo ações efetivas de segurança, não massacres que hoje atingem supostos criminosos, mas amanhã poderão ter como alvo qualquer cidadão. E este é um risco real.

MAUS HÁBITOS

O governo da nova política mantém os maus hábitos da velha política. Acordos de bastidores, conchavos e pernadas emergem a cada dia no Brasil de Bolsonaro. A “desnomeação” do coronel da PM Walter Cruz, do Incra, revela que mágoas pessoais ainda são ‘pedra do jogo político.

 GREVE NA SUSAM

Cansados de ser empurrados com ‘a barriga’ nas negociações com o governo e as empresas contratadas pela Susam, os terceirizados da saúde ameaçam paralisar tudo amanhã, se o pagamento não sair. As empresas recebem do governo, mas não fazem o pagamento dos salários.

SUPERINTENDENTE ESQUECIDO

“Esquecido’ numa ponta da mesa em solenidade na Assembleia Legislativa, o coronel Alfredo Menezes saiu pelos fundos do plenário ao final, sem participar da confraternização das demais autoridades. O cargo dele na Suframa já foi o segundo mais importante no Amazonas.

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