Estudante é proibida de entrar em escola por usar calça rasgada
28 de novembro de 2020
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Estudante é proibida de entrar em escola por usar calça rasgada

A instituição contesta a versão da adolescente.

Estudante é proibida de entrar em escola por usar calça rasgada
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma adolescente de 14 anos foi proibida de entrar na escola Major Alfredo Pedro Rabaioli, no bairro Márcio Cypreste, em Vitória, Espírito Santo, na última segunda-feira (01), por estar usando uma calça com rasgos. A aluna teria sido deixada do lado de fora da instituição. A escola contesta a versão. Para Simone Boynard, mãe da aluna, a atitude foi injusta.

“Minha filha me ligou dizendo que não podia entrar na escola, porque o coordenador a proibiu, dizendo que a calça estava vulgarizando o ambiente. Minha filha sempre vai devidamente uniformizada, inclusive, já usou essa calça várias vezes e nunca foi impedida. Eu entenderia ela ser notificada, mas eles nunca poderiam ter deixado ela do lado de fora da escola. Por lá, é muito comum ver vários alunos utilizando calças como a dela”, disse.

Segundo Simone, ela está passando por problemas de saúde e não teria como buscar a filha, por isso, tentou conversar com o coordenador e negociar para que a adolescente pudesse entrar, mas o pedido foi negado. Ainda durante a conversa, o profissional teria dito que acionaria a polícia, caso Simone fosse na escola “arranjar barraco”.

Após o ocorrido, a mãe tirou foto da roupa da aluna e fez um publicação nas redes sociais. Simone afirma que a publicação gerou revolta por parte da escola, já que segundo eles, a mãe da jovem estaria expondo a instituição e o profissional ao citar o nome dele.

No dia seguinte (02), a aluna foi autorizada a assistir as aulas normalmente, mas teria que ser levada por um responsável todos os dias, até a quinta-feira (04), quando foi marcada uma reunião sobre o caso. “Eu notifiquei a Sedu sobre o caso e fui na reunião no momento marcado. Mas, chegando lá, o diretor da escola disse que não teria mais reunião, porque ela só poderia acontecer na presença da patrulha escolar, e eles haviam desmarcado. Depois de muita insistência, fui atendida duas horas mais tarde. Durante a reunião, o coordenador disse que agora não queria mais saber de nada que acontecesse com a minha filha dentro da escola, o que achei um absurdo. Ficou resolvido que compraríamos uma calça nova para ela”, contou Simone.

Os responsáveis pela adolescente registraram um boletim de ocorrência contra o coordenador, por não ter deixado a aluna entrar na escola, e afirmam ter registrado o caso na Secretária de Estado da Educação (SEDU).

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O outro lado

De acordo com o diretor da escola, Rener Melo, a orientação é que não se use esse tipo de calça na escola, mas de forma nenhuma um aluno pode ser deixado do lado de fora. Segundo ele, caso isso realmente tenha acontecido, não foi uma orientação da instituição ao profissional. “O caso já foi resolvido, o coordenador foi advertido sobre isso e conversamos com os pais. Tudo o que podia ser feito pela escola, nós fizemos. Infelizmente, o caso se tornou algo pessoal, é a palavra de um contra o outro. Ficamos muito tristes com tudo isso, porque estamos evoluindo muito, criamos diversos projetos e somos destaques de avanços da educação do Espírito Santo”, disse.

Melo afirma que o aluno nunca pode ser proibido de entrar na escola, e caso isso aconteça, os pais devem ser contactados imediatamente. O diretor explicou que cada escola tem seu regimento, e na Major Alfredo Pedro Rabaioli, é permitido apenas calça jeans, azul ou preta e sem detalhes. “Aqui nós temos uma flexibilidade um pouco maior com isso, mas não permitimos rasgos e roupa curta/decotada. A orientação que é passada para estudante e responsáveis desde o início é a vestimenta composta por calça jeans, azul ou preta, camisa da escola e tênis, mas esse último item não é obrigatório”, afirmou.

Para o diretor, esses cuidados tanto com a vestimenta, quanto com não deixar um aluno do lado de fora, seria para evitar situações ruins. “Estamos em um local bem perigoso, por isso não deixamos meninas usarem roupas muito expostas, nem autorizamos que alunos saiam da escola fora de horário sem o consentimento dos pais, tudo isso pensando em protegê-los”, explicou.

O coordenador que teria impedido a entrada da aluna, preferiu não se manifestar sobre o caso.

*Informações retiradas do FolhaVitoria

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