Hospital temporário em Boa Vista é construído por venezuelanos e brasileiros
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25 de maio de 2020
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Hospital temporário em Boa Vista é construído por venezuelanos e brasileiros

A obra é uma oportunidade de geração de renda para os trabalhadores venezuelanos.

Hospital temporário em Boa Vista é construído por venezuelanos e brasileiros
Trabalhadores venezuelanos e brasileiros que atuam com a Operação Acolhida e agências da ONU para concluir a APC de Boa Vista ©ACNUR / Allana Ferreira

Um hospital temporário para o acompanhamento e tratamento contra o novo coronavírus está sendo construído por brasileiros e venezuelanos em Roraima, são 49 trabalhadores: 25 venezuelanos e 24 brasileiros que constituem o time de operários.

A Área de Proteção e Cuidados (APC)  atenderá refugiados e migrantes venezuelanos que estão em Roraima – inclusive os trabalhadores da obra e seus familiares – e brasileiros mais vulneráveis de comunidades locais em diferentes regiões do Estado.

Construído pela Força Tarefa Logística e Humanitária da Operação Acolhida, a APC terá capacidade de cerca de 1,2 mil leitos hospitalares para o tratamento de pessoas infectadas e outras mil vagas para observação de casos suspeitos em Roraima.

Leia mais: Sobe para 636 o número de casos de coronavírus no Amazonas

A obra é uma oportunidade de geração de renda para os trabalhadores venezuelanos.

“Me sinto orgulhoso de estar ajudando no combate ao novo coronavírus. Esse lugar pode salvar a vida dos meus amigos venezuelanos e dos brasileiros que nos acolhem em Roraima”, diz Diego operário venezuelano.

“Sentir o agradecimento desses homens que têm famílias e estão fazendo de tudo para prover o melhor para quem está aqui, brasileiros e venezuelanos, e para quem ficou na Venezuela é o que motiva a continuar”, releva o empresário  brasileiro Samuel Pereira da Silva, de 59 anos, que emprega 13 dos venezuelanos envolvidos na construção da APC – todos com carteira de trabalho assinada.

O sentimento misto entre a gratidão por estarem protegidos no Brasil e a apreensão com os parentes que ficaram em seu país de origem é comum entre os venezuelanos que trabalham incansavelmente para montar pisos e tetos da estrutura que receberá casos suspeitos e confirmados da COVID-19, identificados junto à população refugiada e migrante em Roraima.

(*) Com informações da Agência da ONU para Refugiados

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

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