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25 de outubro de 2020
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Novo estudo indica que Manaus atingiu a imunidade de rebanho contra covid-19

O estudo foi realizado por pesquisadores brasileiros em parceira com cientistas de Harvard (EUA), Imperial College (Reino Unido) e Universidade de Oxford (Reino Unido)

Novo estudo indica que Manaus atingiu a imunidade de rebanho contra covid-19
Foto: Márcio Silva - Portal AM 1

Um novo estudo publicado nesta segunda-feira (21) indica que Manaus (AM) atingiu a chamada ‘imunidade de rebanho’, levando à queda na quantidade de novos casos confirmados de coronavírus na cidade.

De acordo com os pesquisadores, o pico de pessoas imunizadas na cidade foi em junho, com 51,8% da população apresentando anticorpos. Corrigidos os falso-negativos, até 66% da população manauara teria sido infectada pelo Sars-CoV-2 (na hipótese mais otimista).

No entanto, mais de 130 mil pessoas foram infectadas e quase 4.000 perderam a vida durante a explosão de casos e ao longo dos últimos seis meses, segundo dados mais recentes do consórcio de imprensa.

O estudo foi realizado por pesquisadores brasileiros em parceira com cientistas de Harvard (EUA), Imperial College (Reino Unido) e Universidade de Oxford (Reino Unido), além de institutos como o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

A capital amazonense foi uma das cidades mais atingidas pela pandemia. O primeiro caso foi registrado, oficialmente, em 13 de março. Um mês depois, o estado já somava mais de 3.000. No último dia 15 de setembro, a capital somava mais de 45 mil casos e pelo menos 2.435 mortes.

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Para confirmar a infecção pelo novo coronavírus, as amostras de sangue analisadas foram testadas por meio de sorologia em diferentes datas, de maneira que os pesquisadores pudessem contornar os resultados falsos (falso-negativo) — quando o paciente está infectado, mas o exame não revela a doença.

O cuidado é justificado. Isso porque a quantidade de anticorpos diminui com o passar do tempo, dificultando a sua detecção.

Ao observar a presença de anticorpos ao longo do tempo, os cientistas constataram que a doença apresenta maior gravidade e maior quantidade de anticorpos entre o 20º e 33º dia após a infecção, chegando a sensibilidade sorológica —quando o teste detecta o vírus— de 91,8%. Na prática, isso quer dizer que pelo menos 8% dos casos não desenvolvem anticorpos detectáveis nem mesmo na fase mais aguda da doença.

Foram investigadas mais de 6.300 amostras de sangue colhidas por hemocentros pela Hemoan (Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas).

Foram analisadas, ainda, mil amostras de sangue de São Paulo, para fins de comparação estatistica, permitindo a estimativa mais próxima da real, entre 44% de imunização coletiva (no caso mais baixo e desconsiderando falsos-negativos) e a de 66%.

Apesar das descobertas, não é possível associar a queda na quantidade de casos em Manaus apenas a imunidade de rebanho. Dados de celulares indicam que a partir de março, manauaras aumentaram o distanciamento social.

O estudo foi publicado no formato ‘pré-print’ (não foi revisado por pares) e tem limitações quanto à representatividade populacional por se tratar de analise de amostras de sangue doadas, uma vez que as amostras são de cidadãos assintomáticos.

(*) Com informações da Folha de São Paulo

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