Advogado de Amazonino diz que Wilson Lima 'não escapa' de cassação

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Advogado de Amazonino diz que Wilson Lima ‘não escapa’ de cassação

Yuri Dantas, advogado de Amazonino Mendes, informou que o aparelho celular apreendido com Mário Paulain é uma prova fundamental para verificar a suspeita de compra de votos

Ex-governador Amazonino Mendes move ação pedindo a cassação de Wilson Lima por compra de votos. (Arte sobre foto AM1)

Até o momento, não foi apresentada a resposta da perícia do telefone celular, apreendido em uma ação da Polícia Federal (PF) no município de Nhamundá (a 330 quilômetros de Manaus), realizada durante as Eleições 2018, em poder de “cabos eleitorais” do então candidato Wilson Lima (PSC), eleito governador do Amazonas, no segundo turno do pleito.

O aparelho, dinheiro em espécie e materiais publicitários estavam com Mário Paulain (MDB), detido na ação por suspeita de compra de votos. Na época, Palauin era coordenador de campanha de Wilson, em Nhamundá. Yuri Dantas, advogado de Amazonino Mendes (PDT), ex-governador e 2º colocado na última eleição ao governo, no ano passado, disse acreditar que o telefone registra provas do crime eleitoral que pode levar à cassação do mandato do governador.

Para dar celeridade ao processo, Dantas enviou na sexta-feira, 12, um novo requerimento ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), solicitando que a Polícia Federal  informe em que fase está a perícia do celular.

“O que foi requerido com a Polícia Federal foi a perícia no sentido de obter a lista das ligações feitas e recebidas pelo aparelho desde o registro da candidatura (de Wilson Lima) até o momento da apreensão, assim como as mensagens SMS e mensagens de Whatsapp e outros aplicativos de mensagem como o Telegram“, ressaltou Dantas.

A campanha do governador Wilson Lima foi alvo de ação da PF

Caso o novo pedido não tenha o retorno esperado, o advogado entende que o TRE-AM pode tomar outras medidas para se obter o resultado da perícia. “Agora o que não pode é ficar sem perícia porque essa prova é fundamental para o desfecho da ação”, completou.

Para Dantas, a PF demora finalizar a investigação sobre o material em virtude do grande número de demandas que recebe. Ele alertou que é preciso se observar o prazo da Lei nº 9.504/97, segundo a qual, as ações eleitorais se encerrem no prazo de um ano da data da sua proposição até o julgamento dos recursos que se fizerem necessários.

“A única chance do Wilson Lima escapar seria o mandato dele terminar, nesse caso não poderia mais ser passado o mandato dele. Uma condenação, entretanto, resultaria na inelegibilidade  dele”, concluiu o advogado de Amazonino.

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