Bolsonaro: IPI do polo de concentrados da ZFM será de 4% em três anos, veja vídeo

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Bolsonaro: IPI do polo de concentrados da ZFM será de 4% em três anos, veja vídeo

Coordenador da Bancada do Amazonas no Congresso Nacional, Omar Aziz, avalia como trágica a redução para 4%: será um corredor da morte.

Foto: Frederico Brasil/Futura Press/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que nos próximos três anos a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do Polo de Concentrados da Zona Franca de Manaus (ZFM) será de 4%. A redução, no entanto, retira a competitividade do setor e acende sinal vermelho para a saída de empresas do Polo Industrial. Para este ano, afirma Bolsonaro, a alíquota será de 8%.

A declaração do presidente foi no final da tarde de quarta-feira (15) numa coletiva de imprensa em Brasília. Veja vídeo abaixo.

A crise no Polo de Concentrados da ZFM vem do governo Michel Temer (MDB) que iniciou o processo de redução do IPI dos concentrados. Até o final de 2019 a alíquota era de 10% e a expectativa era pela manutenção desse índice pelo presidente Bolsonaro. O que não ocorreu.

“Tinha um decreto do Temer que passava de 14% para 4% no final da linha. E foi acertado via decretos sucessivos que baixaria de 2% em 2% no lapso temporal. E houve um mal-entendido no ano pasado, já conversei com o Paulo Guedes, e agente vai passar de 10% para 8% agora até chegar a 4% em dois a três anos”, declarou Bolsonaro.

Parlamentares do amazonas e empresários afirmam que a redução da alíquota abaixo dos 8% retirará a competitividade do setor no Amazonas e promoverá a fuga de empresas e o desemprego.

“O setor de concentrados gera 9,5 bilhões de reais de receita e 7,3 mil empregos, entre diretos e indiretos, em Manaus e no interior, sendo o único instalado no país. Todo e qualquer concentrado de refrigerantes comprado no Brasil teve origem na ZFM”,afirma o deputado federal Marcelo Ramos.

“Corredor da Morte”

Para o coordenador da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, senador Omar Aziz (PSD), a declaração do presidente explicando a “escadinha” anunciada coloca o polo de concentrados do Amazonas com prazo para morrer.

Leia mais em: Bolsonaro chama de ‘pequeno problema’ a crise no polo de concentrados da ZFM

“Esse escalonamento é temerário porque está colocando o setor de concentrados no corredor da morte. É como dizer: olha você vai viver esse ano, e daqui a dois anos você tá morto, tá condenado a morrer”, afirma Aziz.

O senador também ratifica o prenúncio da saída de investidores no Amazonas. “Elas (as empresas) não farão nenhum investimento mais aqui”, declarou.

* Com a colaboração de Gabriela Alves

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