Milícia atua há 12 anos em Coari, aponta investigação
29 de outubro de 2020
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Milícia atua há 12 anos em Coari, aponta investigação do MP-AM

Instalada na Guarda Municipal desde 2007, na gestão do ex-prefeito Adail Pinheiro, a milícia se estende até hoje, na administração do filho dele, Adail Filho

Milícia atua há 12 anos em Coari, aponta investigação do MP-AM
Cidade de Coari, a segunda mais rica do Estado, é alvo de investigações do Ministério Público. (Foto: divulgação)

Uma investigação do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) aponta que a Prefeitura de Coari possui uma milícia instalada na Guarda Municipal desde 2007, na gestão do ex-prefeito Adail Pinheiro, e se estende até hoje, na administração do filho dele, Adail Filho (Progressistas) para atender interesses do chefe do Executivo e de gestores municipais. Além de contrariar a Lei Orgânica Municipal e a jurisdição do Supremo Tribunal Federal (STF) – que limitam a função da guarda em proteger bens públicos – a atuação ‘policial’ dos agentes é criminosa e classificada pelo MP-AM como uma das ‘páginas mais tristes’ da história de Coari.

A chamada equipe de elite da Guarda de Coari fez vítimas ao longo dos anos, como Eliney Mendes Ferreira, queimado vivo em 2007 por um dos integrantes da milícia. Com base nas constatações, o MP-AM recomendou que a Prefeitura de Coari proíba imediatamente o exercício de atividades de segurança pública pelos guardas, dentre elas a investigação criminal que incluía até a invasão de propriedades particulares.

Denúncia seletiva

A recomendação à Prefeitura de Coari foi publicada nesta semana, 18, e orientou ainda a extinção do número de ‘Disque Denúncia’ da guarda que, segundo moradores, denunciava também quem era opositor ao prefeito.

Desafeto político

A morte de Eliney Mendes ficou conhecida como ‘Caso Eliney’ na imprensa do Amazonas e nunca teve um desfecho concreto. Sabia-se que o rapaz era um desafeto político de Adail Pinheiro.

Nova regra

O governo do Amazonas modificou as regras de promoções de oficiais da ativa da Polícia Militar. Agora, o período de permanência no posto de 2º Tenente, para ingresso ao Quadro de Acesso, passa a ser de 24 meses.

Arthur e Menezes

O prefeito Arthur Neto (PSDB) incensou o superintendente da Suframa, coronel Menezes, durante a fiscalização das obras em 30 ruas do Distrito Industrial 1, zona sul de Manaus.

Impasse e abandono

Durante mais de dez anos, a recuperação das ruas que sediam as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) foi um impasse entre o município e a Suframa, e o resultado era a falta de obras.

 

 

Com a colaboração de Álisson Castro

 

 

Publicada simultaneamente na coluna ‘Cenário’, do Portal Amazonas 1

 

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