Contando com declínio da Zona Franca de Manaus, Folha de S. Paulo vê alternativas

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Contando com declínio da Zona Franca de Manaus, Folha de S. Paulo vê alternativas

A Folha de São Paulo publicou um estudo que aponta alternativas de desenvolvimento regional para a ZFM em substituição ao segmento industrial

Folha de S. Paulo publicou um estudo que aponta alternativas de desenvolvimento regional para a ZFM em substituição ao segmento industria. (Foto: reprodução)

Com a iminente perda da competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) após a aprovação da Reforma Tributária em 2020, o jornal Folha de S. Paulo publicou, na quarta-feira (20), um estudo que aponta alternativas de desenvolvimento regional para a ZFM em substituição ao segmento industrial, como a bioeconomia, implantação de um polo de transformação digital, ecoturismo e piscicultura. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Escolhas, uma associação civil sediada em São Paulo, com foco em desenvolvimento sustentável. Apresentado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o estudo prevê a criação otimista de 100 mil empregos diretos na ZFM, a partir do investimento público e privado de R$ 7 bilhões em 10 anos. O plano do instituto defende, ainda, a criação de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e a ampliação da produção de culturas regionais, como açaí, castanha e cacau. Ainda sugere a criação de polos para móveis (com produção de madeira ‘engenheirada’, que pode substituir o concreto), biofármacos, de alimentos (à base de plantas e insetos) e de cosméticos.

Bioeconomia em pauta

Pelos dados do Ministério do Turismo, a bioeconomia é responsável por uma produção de R$ 3,1 bilhões ao ano no Amazonas, que poderia subir para R$ 9,7 bilhões em uma década, segundo o instituto paulista.

Mais de 20 anos

O presidente do Sindicato dos Economistas do Amazonas, Marcus Evangelista, entende que necessitariam de pelo menos 20 anos para que as ideias do estudo paulista pudessem render dividendos iguais ou próximos dos gerados pela ZFM. A deficiência de logística é apontada como principal obstáculo.

Desmatamento

Além do retorno econômico imediato, as novas matrizes econômicas do Amazonas e Região Norte precisariam respeitar a floresta, pauta que preocupa ambientalistas, após o último levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em que afirma que o desmatamento na Amazônia Legal cresceu quase 30% em um ano.

Pressão internacional

Ao usar o meio ambiente como matéria prima, o Instituto Escolhas não avalia a pressão internacional de investidores. Este ano, o jornal New York Times criticou o governo de Jair Bolsonaro e disse que a política de desenvolvimento do presidente “acelera a destruição da Amazônia”.

(*) Publicada, simultaneamente, na Coluna Claro&Escuro do Jornal Diário do Amazonas

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