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23 de janeiro de 2021
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Covid-19: Arthur Neto é cobrado por fim da Manausmed e do hospital de campanha

Ex-prefeito de Manaus usou as redes sociais para comentar a situação da capital em meio à pandemia da covid-19, mas recebeu uma enxurrada de críticas por sua gestão

Covid-19: Arthur Neto é cobrado por fim da Manausmed e do hospital de campanha
Foto: reprodução

Poucos dias após deixar o cargo de-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto usou as redes sociais, nesta terça-feira (12), para comentar a situação da capital amazonense em meio à pandemia da covid-19, mas foi duramente criticado pelos internautas, por sua atuação desastrosa à frente da prefeitura, até o ano passado.

No vídeo publicado em sua página oficial, Arthur diz que optou pelo silêncio com o encerramento do mandato, mas  abriu uma exceção, “porque Manaus berra por socorro.” Ele também culpou a postura do presidente Jair Bolsonaro, as festas clandestinas e o anúncio precoce do fim da covid-19, como fatores para o aumento alarmante de internações e mortes pela doença no Amazonas.

“O ministro Pazuello precisa entender que, se o Amazonas é o caso mais grave da pandemia no país, a vacinação precisa começar por aqui, urgentemente!”, pediu o ex-prefeito, um dia depois do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello vir a Manaus para tratar sobre o enfrentamento da covid-19 no Estado.

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“Manaus vive o terror, é para ontem a abertura do hospital de campanha e para anteontem a instalação de tendas nas zonas da cidade e o recrutamento de mais profissionais da saúde”, disse em outro momento da gravação.

Ironicamente, em junho de 2020, a prefeitura anunciou a desativação do Hospital de Campanha de Manaus, que tratava pacientes com covid-19. A unidade na zona Norte foi montada às pressas, mas foi fechada dois meses após inauguração em abril daquele ano.

No entanto, tal “detalhe” não passou despercebido pela população, que assistiu ao vídeo e cobrou sobre o fechamento do hospital.

“Pq vc foi fechar o hospital de campanha, pq queria ser notícia no Brasil, hoje o hospital poderia estar sendo usado. Cara de pau, agora mais uma vez vc querendo aparecer na mídia, sossega troço, sua repercussão é a pior de todas!”, escreveu uma usuária no Facebook.

“Isso é uma ironia de discurso sem fundamento, pois o senhor também não fez nada no primeiro covid-19 (…) só abriu covas, procurou fazer seu próprio interesse e algumas coisinhas pra não da vista, pra mim vc podia ter feito mais e não fez nada. Se dependesse de mim, vc nunca seria nada em Manaus nem em nenhum lugar, péssima gestão!”, comentou outra.

Outro lembrete sobre a má gestão de Arthur Neto foi a extinção do contrato com a Manausmed, empresa responsável pelos planos de saúde dos servidores públicos municipais em plena pandemia. A prefeitura negou que os trabalhadores ficariam sem assistência médica sob alegação de que estaria “realizando um estudo de redirecionamento” e culpou a saída do Grupo Samel pela mudança no plano de saúde.

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“Senhor ex-prefeito! Se nós funcionários públicos municipais precisarmos de atendimento de urgência, estamos ferrados… Todos os serviços suspenso pela Manausmed, pra onde foi o dinheiro que é descontado mensalmente dos nossos contra cheques?”, questionou uma servidora, nas redes sociais.

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