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27 de janeiro de 2021
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David Almeida derrota ‘caciques’ e ‘curumins’ da política amazonense

O resultado das eleições pelo comando da Prefeitura de Manaus pode afetar quem pensa nas eleições de 2022

David Almeida derrota ‘caciques’ e ‘curumins’ da política amazonense
Foto: Régis - Portal Amazonas1

“Nós conseguimos derrotar três caciques. No boliche isso é um strike“.

A frase do prefeito eleito David Almeida (Avante) sobre a vitória contra Amazonino Mendes (Podemos) revela também que não somente o ex-governador foi derrotado, mas também atingiu em cheio outros ‘caciques e curumins’ políticos do Estado.

O senador Eduardo Braga (MDB) e o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) são dois dos caciques que saem derrotadas. Logo em seguida os ‘curumins’ deputados Wilker Barreto (Podemos), Josué Neto e Fausto Júnior, ambos do PRTB, também saem chamuscados dessas eleições.

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Braga apoiou Amazonino desde o início da campanha. O senador, logo que se recuperou da covid-19, entrou de vez na candidatura do seu padrinho político. Para Braga, a derrota sofrida refletirá nos planos de 2022, visto que sua pretensão era reconquistar o terreno perdido junto ao eleitorado de Manaus. Não deu.

A meta do senador é ser candidato ao governo do Estado, e conta com grande apoio no interior. A prova disso é que o MDB conseguiu fazer 13 prefeitos nessas eleições, porém, na capital, o desgaste político de Braga é muito grande e, sem um aliado na prefeitura, isso fica ainda mais difícil.

Braga rivaliza no interior apenas com o PSC, de Wilson Lima, que também fez 13 prefeitos e é candidato natural pela reeleição ao cargo de governador.

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Duplo Twiste Carpado 1

O prefeito Arthur Virgílio Neto teve derrota dupla nas eleições deste ano. No 1º turno, afundou com a candidatura de Alfredo Nascimento (PL), e no 2º turno, uma nova derrota com o apoio declarado para Amazonino.

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Não é mais segredo para ninguém que Arthur sonha com a candidatura para governo em 2022. A derrota e a péssima avaliação dos moradores de Manaus para suas duas gestões poderão afundar essa pretensão. Sem nenhuma máquina (Manaus e Amazonas) para ajudar a manter seu nome vivo, o (ainda) prefeito caminha para o ostracismo.

Duplo Twiste Carpado 2

Outros que tiveram que amargar a vitória de David Almeida foram o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Josué Neto (PRTB), e o filho da conselheira do Tribunal de COntas (TCE-AM), Yara Lins, o também deputado Fausto Júnior.

Sob investigação do Ministério Público Estadual (MPE-AM) por suspeita de ter funcionários fantasmas em seu gabinete da Aleam, Fausto Junior é um teleguiado que segue a risca o que determina a ‘Família Lins’ e seu amigo Josué Neto: no 1º turno declarou apoio à candidatura de David Almeida, e no 2º turno passou a fazer oposição utilizando a tribuna da Assembleia.

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Fausto que é presidente municipal do partido, alegou que a retirada do PRTB da coligação do Avante foi porque a campanha tinha apoio do governador Wilson Lima.

Extraoficialmente, no entanto, Josué e Fausto jogaram David Almeida na água e passaram a fazer campanha para Ricardo Nicolau (PSD) já no 1º turno e quando a eleição foi para o 2º turno entre Amazonino e David, os dois dirigentes do PRTB tiveram que acender fogo para Amazonino. Acabaram queimados.

Josué Neto, talvez, seja um dos que mais perdeu nesse jogo de apostas: não fez qualquer aliança para se fortalcer no município e segue isolado na presidência da Assembleia, não agrada a ala radical do bolsonarismo que o vê como ‘impostor’ surfando na onda do presidente Bolsonaro, não conseguiu lançar sua candidatura a prefeito de Manaus e pior, seu partido, o PRTB, elegeu  apenas uma vereadora para Manaus: Yomara Lins, que por sinal é tia de Fausto Júnior e irmã de Yara Lins.

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‘Podemos, porém, nem tanto’

Por fim o deputado Wilker Barreto. Apesar de continuar presidindo o partido no Amazonas, Wilker também viu minguar seu lastro de influência. O partido apostava todas as fichas e dinheiro na campanha de Amazonino e acabou negligenciando as candidaturas do interior. O resultado foi que todos os sete concorrentes do interior perderam.

Em Manaus o Podemos acabou fazendo três vereadores: Professora Jacqueline, Marcel Alexandre e Amom. Esse último novato na Câmara. Os dois primeiros foram reeleitos.

É dado como certo que dificilmente esses três militarão na oposição contra David Almeida. Jacqueline e Marcel nunca foram oposição na vida e Amom deverá ser teleguiado pela influência dos parentes mais velhos: o avô, Domingos Chalub, presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), o padrasto, Mario de Mello, presidente do TCE-AM e a mãe, juiza Elza de Mello.

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