Milícias virtuais adulteram matérias para esconder denúncias

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Milícias virtuais adulteram matérias para esconder denúncias

O compartilhamento de Fake News virou crime no ano passado e quem for condenado poderá pegar até 8 anos de prisão

A aproximação das eleições municipais no dia 4 de outubro começará a inundar as redes sociais de adulterações de conteúdo jornalístico. A última vítima dessa ação coordenada por milicias virtuais contratadas para compartilhar Fake News e destruir reputações foi o jornalista Matheus Medina do Portal CM7 que teve suas matérias adulteradas pelas milícias do município de Tefé.

O compartilhamento de Fake News virou crime no ano passado e quem for condenado poderá pegar até 8 anos de prisão.

Em grupos de WhatsApp chamados ‘Conexão com Tefé’ e ‘Tudo Sobre Tefé 2’, dois usuários com os nomes de A. Magalhães e Luis Eduardo compartilharam informações falsas utilizando montagens grotescas das matérias produzidas pela equipe do Portal CM7. Veja abaixo as imagens.

As adulterações de cunho político buscam deturpar as matérias publicadas pelo Portal CM7, veículo que mostra o uso sem critérios do dinheiro público pelo prefeito de Tefé, Normando Bessa.

Leia mais em: MP analisa quais providências tomar sobre possível nepotismo em Tefé

‘Crime digital’

O Amazonas1 procurou as duas pessoas e questionou as razões de estarem compartilhando informações nitidamente falsas. Apenas o usuário A. Magalhães respondeu às perguntas do Amazonas1 e minimizou o compartilhamento da Fake News.

“A informação parecia ser verdadeira, então no momento eu acreditei que era. Eu acabei por compartilhar sem saber se era verdade, então sim, mas esse foi um caso isolado e vou tomar mais cuidado para não cometer esse erro novamente”, disse A. Magalhães.

Na imagem compartilhada pelo usuário A. Magalhães estava uma matéria falsa creditada ao jornalista Matheus Medina, cujo título era, ‘Pré-candidato a Prefeitura de Tefé, Nickson Marreira, já abandonou mais de 30 obras no interior’. A matéria nunca existiu.

De acordo com a nova lei contra a Fake News , quando houver a comprovação de que a pessoa acusada agiu de má fé ao disseminar uma notícia falsa, ela estará sujeita a pena de prisão de 8 anos. A pena anterior era apenas de seis meses a dois anos de prisão.

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