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Paralisações estouram e Amazonino vê sua gestão se tornar um fiasco


O mandato tampão Amazonino Mendes (PDT) está se configurando em um grande fiasco. Eleito com um terço do eleitorado do Amazonas, o governador vê uma onda crescente de insatisfação com sua administração, incluindo professores, profissionais da saúde e policiais militares (PMs). Somente nos próximos dias, pelo menos quatro paralisações estão marcadas.

Governador do Amazonas vê insatisfação crescer

Governador foi eleito em 2017 para um mandato tampão e pensa na reeleição (Foto: Raphael Alves/TJAM)

Crise na educação

Para esta quarta-feira, 14, a previsão é que os professores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) protestem pelo não cumprimento do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações (PCCR).

A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Docentes da UEA em assembleia geral realizada na última sexta-feira, 9.

Ainda na área da educação, professores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) se programam para cruzar os braços. A paralisação estava prevista para acontecer nesta terça-feira, 13, em pelo menos 12 municípios: Manaus, Parintins, Manacapuru, Itacoatiara, Coari, Anori, Codajás, Humaitá, Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira, Tefé e Amaturá.

Ato dos professores realizado em Tefé, nesta terça-feira (Foto: Divulgação)

A ação é do Sindicato dos professores e pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), e tem como objetivo ‘forçar’ o governador Amazonino Mendes (PDT) abrir negociação com a categoria.

Para amanhã, está prevista uma assembleia geral para decidir se haverá a deflagração da greve da categoria por tempo indeterminado. Os professores cobram o pagamento do reajuste salarial de 35%, referente aos últimos cinco anos, além do pagamento do abono com recursos do Fundeb.

Crise na segurança

Também está prevista a paralisação de mais de 4 mil policiais militares na quinta-feira, 15. Na noite de ontem, 12, durante 15 minutos os PMs interromperam o fluxo de veículos na Avenida Torquato Tapajós, numa demonstração de força para o governador.

O presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, disse que o governador quis ganhar tempo ao chamar a categoria para conversar, após as ameaças de paralisação. Os policiais reivindicam o cumprimento da Lei 4.044/2014, que dispõe sobre promoções, e o cumprimento da data-base.

Crise na Saúde

Ontem, 12, servidores da Saúde fizeram protestos em Manaus, em frente à sede da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), e nos municípios de Parintins, Urucará, Fonte Boa e Humaitá . A manifestação foi organizado pelo Movimento Organizado dos Trabalhadores da Saúde do Amazonas (Mots-AM).

O grupo faz quatro reivindicações à Susam, de acordo com a enfermeira Luciana Gomes, com a reposição das perdas salariais de 2015 a 2017 e o reajuste do auxílio-alimentação. “Hoje é de R$ 220 e queremos que seja de R$ 600, como é para a Polícia”, disse.

Os servidores também querem o cumprimento da lei do PCCR e a reativação da Mesa de Negociação, uma ferramenta de negociação desativada em 2015 no período do governo de José Melo (PROS).

Mandato tampão

Amazonino Mendes foi eleito em agosto de 2017, ao derrotar o senador Eduardo Braga (MDB) nas eleições suplementares. O pedetista obteve 782 mil votos, do total de 2.333.886 eleitores no Amazonas, contra 539 mil votos de Braga.

Somados os números dos votos brancos, nulos e as abstenções, o número de eleitores que não votou em ninguém passou de 1 milhão.

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