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28 de janeiro de 2021
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Podemos aposta todas as fichas em Amazonino após naufragar no interior

Derrotado em todas as candidaturas a prefeito no interior, o Podemos tenta eleger Amazonino Mendes em Manaus para ter algum fôlego político para 2022

Podemos aposta todas as fichas em Amazonino após naufragar no interior
Foto: Reprodução

Após fracassar e não colocar nenhum centavo nas campanhas majoritárias a prefeito de Urucará, Urucurituba, São Gabriel da Cachoeira, Coari, Anamã, Guajará e Tefé, o Podemos agora aposta todas as fichas, e dinheiro, na eleição de Amazonino Mendes e Wilker Barreto no 2º turno da Prefeitura de Manaus.

Na última sexta (20) o Portal AM1 fez um raio-x dos prefeitos eleitos no interior e mostrou que o PSC, do governador Wilson Lima, e o MDB, do senador Eduardo Braga, são os dois partidos com mais prefeitos eleitos, 13 cada um. Completam a lista dos que conseguiram eleger prefeitos os partidos Republicanos, PP, PSD, PSDB, DEM, PT, PTB e PROS.

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Esse cenário já dá uma boa ideia de como será o confronto de forças para a disputa pelo Governo do Amazonas em 2022. Sem eleger nenhum dos sete candidatos que lançou, o Podemos agora buscar emplacar Amazonino na Prefeitura de Manaus, primeiro e mais importante colégio eleitoral do Amazonas.

‘Pires na mão’

Não chega a R$ 124 mil a soma dos valores declarados pelos sete candidatos do Podemos a prefeito no interior do Amazonas, de acordo com informações do site de Divulgação de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (Divulgacand/TSE).

Desse dinheiro apenas na candidatura de Anamã há a indentificação do valor de R$ 400 como doação da “Direção Estadual/Distrital – Podemos”. Lá em Anamã a candidata Ana do Jandeco declarou receitas de campanha na ordem de R$ 11,9 mil.

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A situação foi ainda mais crítica para os candidatos de Urucará, Urucurituba e Guajará. Não há qualquer valor declarado no Divulgacand de receita para a campanha, ou seja, zero reais.

Mesmo sem doação do partido, no município de São Gabriel, o candidato Cláudio Pontes declarou R$ 71,2 mil; em Coari, Lázaro Lopes disse que recebeu R$ 25 mil e em Tefé, Manoel Souza declarou R$ 15,1 mil.

Sem candidato

O Podemos não lançou chapa majoritária mas fez coligação com outros partidos em 18 municípios: Atalaia do Norte, Autazes, Barcelos, Benjamim Constant, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Envira, Fonte Boa, Itacoatiara, Juruá, Manicoré, Maués, Parintins, Silves, Tabatinga, Tonantins e Uarini.

Já nos municípios de Beruri, Humaitá, Iranduba, Presidente Figueiredo e Santa Isabel do Rio Negro, o Podemos lançou candidato a vice na chapa majoritária com outro partido.

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‘Prioridade’

Para Amazonino o Podemos turbinou as receitas de campanha do 1º turno com R$ 3,06 milhões de reais. Os demais R$ 410 mil foram dados pelo PSL, que tem interesse direto na eleição de Wilker Barreto para vice-prefeito porque o tira da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) e abre a vaga de suplente, que é do PSL.

Na disputa pela Prefeitura de Manaus o ex-governador Amazonino Mendes (Podemos) foi para o 2º turno com David Almeida (Avante) com uma diferença pouco maior que 1,55%.

Veja abaixo os municípios os quais o Podemos lançou candidato a prefeito:

Em Guajará o candidado foi Pastor Gilson que não declarou qualquer receita. Na disputa ele teve apenas 346 votos.

Já em Urucurituba o Podemos lançou a candidatura de Ranulfo da Silva. O candidato não teve receita de campanha declarada. Por lá teve 993 votos.

O candidato em Urucará foi o Major Fonseca que também não declarou nada de receita. Teve 74 votos.

Em São Gabriel da Cachoeira foi Cláudio Pontes quem disputou a prefeitura. Nenhum real dos R$ 71,2 mil declarados de receita na campanha foi doado pelo Podemos. Cláudio ficou em segundo na disputa com 6.001 votos.

Em Coari o Podemos lançou Lázaro Lopes candidato a prefeito que ficou em 6º lugar na disputa com apenas 532 votos. Toda a verba de campanha de R$ 25 mil foi doada pelo PSDB, do candidato a vice na chapa, James Mitouso.

Em Anamã a candidata do partido, Ana do Jandeco, teve 2.758 votos e receita declarada de R$ 11.906,40. Dos quais apenas R$ 400 é identificado como doação da “Direção Estadual/Distrital – Podemos”.

Em Tefé o candidato do Podemos foi Manoel de Souza que teve apenas 138 votos. Ele próprio se doou R$ 15,1 mil.

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