Polícia Civil dá tratamento diferenciado a ‘Caso Flávio’

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Polícia Civil dá tratamento diferenciado a ‘Caso Flávio’

Em meio à deficiência de estrutura técnica e tecnológica para elucidar mais de 150 mortes causadas pelo tráfico de drogas em Manaus, nos últimos dois meses, servidores da Secretaria Pública de Segurança (SSP) estranharam o procedimento da Polícia Civil em encaminhar para fora do Estado a perícia dos objetos que os policiais dizem ter encontrado dentro e fora da casa do enteado do prefeito Arthur Neto (PSDB), Alejandro Valeiko Molina, investigado junto com outras quatro pessoas pela morte do engenheiro Flávio Rodrigues, 42, encontrado morto no dia 30 de setembro deste ano. Procurada, a SSP não confirmou, mas também não negou a informação.

Os funcionários da secretaria afirmaram que, além da falta de material para policiais militares trabalharem, como coletes à prova de balas, os policiais civis lutam todos os dias para tentar desvendar o envolvimento de suspeitos em crimes, que não têm sobrenome de autoridades, mas que assim como a investigação do Caso Flávio, os familiares das vítimas têm o direito constitucional sobre a verdade.

Mais despreparo

Apesar de ter defendido os policiais pelo não isolamento da casa de Alejandro Molina, no dia em que Flávio foi levado do local, o advogado da família do engenheiro, Helder Silveira, considerou estranho o procedimento da polícia em entregar o celular de Flávio para José Edvandro Martins Júnior, o ‘Júnior Gordo’, uma das pessoas que estavam na casa.

E a família

Pelo procedimento padrão, em caso de desaparecimentos ou sequestros, como já estava confirmado no Caso Flávio, a polícia entrega os objetos pessoais da vítima à família, impreterivelmente. “Até hoje, não entendemos por que o celular foi entregue ao Júnior”, disse Helder.

Desmatamento 1

Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 5 deste mês, pode contribuir para o avanço do desmatamento na Amazônia. O documento revoga o decreto que criava o zoneamento ecológico da cana-de-açúcar e impedia a plantação da cultura em áreas sensíveis, como a Amazônia e o Pantanal.

Desmatamento 2

Se isso for adiante, a exploração do solo amazônico para a plantação de cana de açúcar – atualmente focada no Nordeste brasileiro – pode virar uma realidade e novas áreas poderão ser desmatadas, como alerta o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

 

Confira a segunda parte da Coluna Cenário deste domingo, 10.

(*) Publicada, simultaneamente, na Coluna Claro&Escuro do Jornal Diário do Amazonas

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