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Vereador Carlinhos do Bem de Coari é expulso do PSB após vídeo de ‘mensalinho’

Parlamentar aparece em vídeo de sorteio de dinheiro, investigado pelo MP-AM. A decisão foi informada por meio de nota do presidente estadual da sigla no Amazonas, Marcelo Serafim.

 

Carlinhos segura papeis com nomes de vereadores – foto: reprodução

O vereador de Coari (distante 363 km de Manaus) Carlos Endrick dos Santos Nascimento foi expulso do Partido Socialista Brasileiro (PSB) nesta terça-feira, 18, após aparecer em um vídeo que está sendo investigado como crime de corrupção. A decisão foi informada de forma oficial por meio de nota do presidente estadual da sigla no Amazonas, vereador Marcelo Serafim. 

Mesmo ainda não comprovada prática de corrupção pelo vereador Carlinhos Filho do Bem, como também é conhecido, o partido declara que Carlos Endrick infringiu o Artigo 9º do Capítulo 3, que fala sobre “fidelidade” e “disciplina partidária.” Assim, resolveu expulsa-lo, de forma sumária, das fileiras do partido. 

O vereador Marcelo Serafim, disse ao Amazonas1, que mesmo ainda sem conclusão das investigações, Carlinhos do Bem se envolveu em práticas, das quais o partido não compactua. “Ele é aliado do grupo do prefeito Adail, mesmo sabendo da posição contrária que o partido tem sobre isso. Se envolveu em algo que levantam suspeitas graves e o partido não pode ser colocado em xeque em hipótese nenhuma”, afirmou. 

Entenda o caso

Carlos Endrick, o Carlinhos Filho do Bem, é um dos vereadores de Coari que aparece em um vídeo, de um sorteio para outros vereadores da cidade, que supostamente seria propina bancada com dinheiro público, pelo prefeito Adail Pinheiro Filho, em troca de domínio da poder legislativa. O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) como prática de “Mensalinho”. A quantia que aparece em questão seriam R$ 50 mil. 

O caso ganhou repercussão nacional após denúncia de quatro vereadores que romperam aliança com Adail Filho, e terem divulgado o vídeo, que foi gravado no final de 2017. Mas segundo as denúncias, as mesadas de aproximadamente R$ 10 mil, continuavam sendo pagas pelo poder executivo. 

Carlinhos Filho do Bem negou que o sorteio em que aparece, fosse mesada de origem ilícita, e afirmou que se tratava de uma vaquinha, para ajudar o vereador Samuel Castro (PSL) que estava passando por problemas financeiros. Samuel, que é um dos denunciantes do caso, negou a versão de Carlinhos. 

Veja a nota:

 

 

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