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CPI diz que fala de Bolsonaro sobre vacinas veio com ‘atraso fatal e doloroso’

O presidente Bolsonaro fez um anúncio na noite da última quarta-feira (2) em que afirmou que todos os brasileiros serão vacinados até o fim de 2021
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 04 de junho de 2021 – 11:56
Foto: Agência Senado

BRASÍLIA, DF – O comando da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia soltou nota oficial na noite desta quarta-feira (2) após o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Ele afirmou, em rede nacional de rádio e televisão, que todos os brasileiros que desejarem serão vacinados até o fim do ano contra a covid-19. Para vários integrantes da CPI, o anúncio veio com “atraso fatal e doloroso”.

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Veja a íntegra da nota:

A inflexão do Presidente da República celebrando vacinas contra a Covid-19 vem com um atraso fatal e doloroso. O Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo minimizando a doença, qualificando-a de ‘gripezinha’. Um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável.

A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer, no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, o suficiente para metade da população brasileira. Optou-se por desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes para a covid-19.

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A reação é consequência do trabalho desta CPI e da pressão da sociedade brasileira que ocupou as ruas contra o obscurantismo. Embora sinalize com recuo no negacionismo, esse reposicionamento vem tarde demais. A CPI volta a lamentar a perda de tantas vidas e dores que poderiam ter sido evitadas.

(*) Com informações da Agência Senado

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