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Contra Copa América, prefeito de Cuiabá pede vacinação total da população como contrapartida

Emanuel Pinheiro (MDB) envia requerimento à Casa Civil e solicita 670 mil doses extras imediatas
Da redação – Portal AM1
• Publicado em 03 de junho de 2021 – 15:05
Emanuel Pinheiro, prefeito de Cuiabá (MT) - Foto: Divulgação/Sicom Cuiabá

CARLOS PETROCILO/SÃO PAULO, SP – Contrariado com a realização da Copa América em sua cidade, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), solicitou ao governo federal que, em contrapartida pelos jogos na Arena Pantanal, toda a população local seja vacinada contra a Covid-19.

Em entrevista à reportagem, ele afirmou que, por intermédio do seu filho e deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (PTB), enviou ao ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, pedido para receber de forma imediata 670 mil doses extras, o que seria suficiente para imunizar os quase 440 mil moradores da capital mato-grossense.

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Segundo o prefeito, a cidade teve direito, até quarta-feira (2), a um lote de 205 mil vacinas –utilizadas para aplicação da primeira e da segunda dose.

“Já que escolheram Cuiabá como uma das sedes da Copa América, então, que imunizem toda a população. É justo. A escolha das sedes foi de forma abrupta, uma decisão entre governos federais, estaduais e CBF. Então, em contrapartida, queremos esse lote para vacinar a população com rapidez”, falou Emanuel Pinheiro.

A administração da Arena Pantanal é de competência do governo estadual. Antes mesmo de Jair Bolsonaro anunciar Mato Grosso como uma das sedes -as demais são Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal–, o prefeito de Cuiabá já havia se manifestado contra a realização do evento, mesmo sem a presença de público.

Já o governo estadual comemorou a oportunidade de fazer parte da competição. E observou que a proposta só foi aceita porque não há previsão de torcedores nas arquibancadas.

“A primeira pergunta do governador foi se teria público. Sem público e com as delegações vacinadas, com protocolos, esse formato da Copa América nos interessa. Vemos como oportunidade para a rede hoteleira e o comércio, setores que terão um fôlego neste momento em que estão sendo sacrificados pela pandemia. É uma oportunidade também de divulgar o nosso estádio”, disse à reportagem o Secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, Alberto Machado.

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De acordo com o prefeito Emanuel Pinheiro, não há interlocução com o governador Mauro Mendes (DEM), que é aliado do presidente Bolsonaro.

“Mantenho meu posicionamento desde o início dessa discussão de sediar uma Copa América. Vibramos com a Copa do Mundo aqui, mas agora o momento é outro. Vejo com muita preocupação receber um evento, com essa assombração de uma terceira onda. A discussão deveria ser outra”, falou o prefeito.

“Nós estamos em um momento de pandemia, enfrentando a maior crise sanitária da história. Os gestores e a classe política precisam demonstrar estabilidade, transmitir segurança. Em respeito à sociedade, às vítimas, deveríamos usar a nossa energia para aquisição de mais vacinas e dar condições de tratamento para as pessoas infectadas”, completou.

A Copa América deverá ser realizada entre 13 de junho e 10 de julho. A Conmebol ainda não publicou a tabela com as datas e os locais dos jogos das dez seleções.

A capital mato-grossense registra 86.560 casos de infecção pelo coronavírus e 2.897 óbitos. Já o estado acumula 411.471 casos e 11.037 mortes.

(*) Com informações da Folhapress

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