Lojistas baixam preços para atrair consumidores, mas negam liquidação

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12 de julho de 2020
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Lojistas baixam preços para atrair consumidores, mas negam liquidação

Mesmo cientes do decreto que impede grandes liquidações, alguns lojistas insistiram em baixar os preços para atrair os consumidores.

Lojistas baixam preços para atrair consumidores, mas negam liquidação
(Foto: Márcio Silva/ Portal AM1)

Após mais de dois meses com as portas fechadas, o comércio de Manaus busca estratégias para queimar o estoque de mercadorias e recuperar os prejuízos causados pela pandemia da covid-19.

Os lojistas têm ciência do decreto que impede grandes liquidações, a fim de evitar aglomerações, ainda sim, alguns deles baixaram os preços para atrair os consumidores.

Segundo Juliano César, gerente de uma loja de confecções no Centro de Manaus, a movimentação até essa quarta-feira, 03, superou as expectativas, e apesar da restrição, ele afirma que a loja tem feito liquidação.

“Praticamente 90% da loja está em liquidação, para aproveitar a mercadoria que passou um tempo parada e reduzimos o preço para ter uma venda maior”, contou.

“Em relação as vendas, tá bem movimentado. Até nos surpreendeu, os clientes estão vindo bastante para o Centro. Eles não estão nem pesquisando, tá vindo logo direto, está tendo muitas vendas”, acrescentou.

(Foto: Márcio Silva/ Portal AM1)

Decreto

Conforme o decreto que dispõe sobre a reabertura do comércio (Decreto nº 42.330), publicado no último dia 28, está proibida “a realização e divulgação, por qualquer meio, de liquidações e ações similares, na modalidade presencial, sob pena de revogação imediata da autorização de funcionamento, sem prejuízo da responsabilização cível e penal”.

Já o empresário Maher Taraira, também dono de uma loja de confecções, afirma que não tem feito liquidação por causa do decreto.

Ele diz, ainda, que acredita em uma recuperação econômica lenta.

“Esses dois meses que a gente perdeu vai demorar, porque a perda é muito grande. A gente até tem estoque para fazer liquidação, mas não pode baixar os preços”, disse.  O empresário diz ainda que a classe aguarda incentivos do governo para recuperar os prejuízos e não fechar as portas.

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Pesquisa mostra prejuízo

Segundo uma pesquisa sobre o impacto da pandemia, realizada com 202 empresários de Manaus, pelo curso de Ciências Econômicas da Escola Superior de Estudos Sociais da Universidade do Amazonas (ESO-UEA), com o apoio da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), praticamente todos registraram impacto negativo ou muito negativo sobre seus negócios (95%) e mais da metade (54%) se viu obrigado a demitir funcionários e 81% acreditam que o faturamento de 2020 será pior ou muito pior que 2019.

A pesquisa realizada pela UEA também mostrou que a maioria dos empresários estão pessimistas quanto à recuperação: 59% acreditam que dificilmente retornarão aos níveis normais de vendas ainda em 2020 – somente 9% acreditam fortemente nessa hipótese.

Por outro lado, apesar da dificuldade, 82% acham que suas empresas permanecerão ativas após a crise, enquanto 6% acreditam que não e 12% ainda não têm certeza.

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Publicado por Amazonas1

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