Famílias manauaras começam 2020 mais endividadas, diz Fecomércio

Denúncias, sugestão de matérias e outros assuntos

5 de agosto de 2020
Site auditado pelo
Manaus
23oC  33oC
Buscar

Redes Sociais

redacao@amazonas1.com.br

Famílias manauaras começam 2020 mais endividadas, diz Fecomércio

Famílias manauaras começam 2020 mais endividadas, é o que aponta pesquisa regionalizada pela Fecomércio sobre o panorama de janeiro

Famílias manauaras começam 2020 mais endividadas, diz Fecomércio

Os manauaras estão mais endividadas e menos inadimplentes. É o que aponta a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), regionalizada pela Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomercio-AM).

Os dados identificam aumento de endividamento de 12,1% e queda de 6,6% de inadimplência de famílias em Manaus, referente ao mês de janeiro de 2020, em comparativo com o mesmo período do ano passado.

Conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC, em janeiro de 2019, o número de famílias manauara endividadas era de 67,9 %, e em janeiro de 2020, de 80%, ou seja, o crescimento de endividados foi de 12,1%.

Já as famílias inadimplentes, em janeiro de 2020, são 26,6% e em janeiro do ano passado eram 33,2%, ou seja, a queda é de 6,6%.

Vilões

Ainda segundo o estudo, que entrevistou 500 famílias, o campeão de endividamento é o cartão de crédito, seguido de carnês, crédito pessoal, crédito consignado, financiamento de carro, financiamento de casa, cheque especial e cheque pré-datado.

Os dados também apontam que 66,5% das famílias não estão com dívidas em atraso, ou seja, estão adimplentes, e 33,2% estão com dívidas atrasadas.

A pesquisa também aponta que 13,3% dos consumidores não terão condições de quitar as dívidas.

“Cartão de crédito foi o responsável pelo endividamento, diz Fecomercio-AM”

O presidente da Fecomercio-AM, Aderson Frota, disse ao Amazonas1 que a pequena redução de juros, em média, de 30% para 8% contribuiu para o aumento do consumo no cartão de crédito, agregado às compras de final de ano.

“Estamos vivendo um período de recuperação da economia. O próprio governo e o Banco Central intervieram, junto aos bancos para que as taxas de juros diminuíssem. Houve uma melhoria no acesso ao crédito, mas o responsável pelo crescimento do endividamento pessoal foram as compras de final de ano”, disse Frota.

O presidente da entidade ainda destacou que as taxas de juros  do cheque especial e  cartão de crédito beiram  310% ao ano, o que prejudica a economia e o consumidor de um modo geral.

“Isso é uma taxa proibitiva e o governo tem sido constantemente cobrado para intervir nos estabelecimentos de crédito, mas, lamentavelmente, ainda não surtiu o efeito que a economia espera, porque não temos concorrência nos bancos. A demanda é superior a oferta. Precisamos continuar acompanhando para que essa taxa desça a um patamar real, onde  fechamos um ano com 4,5% de inflação e isso não justifica uma taxa Selic tão baixa”, concluiu Aderson.

Economia cresce

 Segundo o assessor econômico da Fecomércio-AM, José Fernando Pereira da Silva, os números apontam que a economia se recupera lentamente e a queda na inadimplência é o seu principal indicador.

“A pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor realizada pela CNC, registra dados muito importantes para a economia do Amazonas. Em primeiro lugar, embora o nível de endividamento tenha aumentado em todo o estado, chegando há 80% dos entrevistados, por outro lado a inadimplência caiu para 26%”, explicou Silva.

O economista ainda disse que o endividamento é considerado, do ponto de vista da atividade comercial, como normal e que é totalmente diferente da inadimplência.

“Foram pessoas que fizeram crediário, que utilizaram a compra de bens duráveis. Endividamento é totalmente diferente da inadimplência. A inadimplência retira o consumidor do paraíso do consumo e ele fica negativado. Já o endividado, não. Está com seu cadastro positivado e tem acesso ao mercado consumidor”, disse.

Cenário nacional

Já no país, o percentual de famílias com dívidas diminuiu, em janeiro de 2020, para 65,3%, após ter alcançado o maior patamar da série histórica (65,6%) em dezembro.

Houve alta, porém, na comparação com janeiro do ano passado, quando o indicador alcançou 60,1%.

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar de o endividamento permanecer em um patamar elevado, a queda nos indicadores de atraso e inadimplência reforçou que as dívidas têm sido compatíveis com a renda das famílias.

“As melhores condições do crédito têm permitido a ampliação desse mercado ao consumidor, que vem tendo mais segurança para comprar por conta da melhora recente do mercado de trabalho, confirmada pelos últimos indicadores econômicos”, afirma.

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

COMENTÁRIOS

Os comentários são via Facebook, e é preciso estar logado para comentar. O comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do portal. Você pode ser denunciado ou até mesmo banido caso comente algo racista, incite o ódio ou poste spam.

Cadastre-se em nosso newsletter

E fique sempre informado com as últimas notícias

Loading