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Relembre vencedores da Mega-Sena e saiba o que aconteceu com eles

A chance de apostar os seis números vencedores da Mega-Sena é de 1 em 50 milhões.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por engano:

No Revéillon de 2018, por exemplo, o bairro de Parelheiros, na periferia de São Paulo, foi surpreendido com a notícia de que três das 17 apostas vencedoras do prêmio de R$ 306 milhões saíram da mesma lotérica. A dúvida terminou dias depois, quando o homem responsável pelas apostas foi buscar o prêmio e revelou que apostou o mesmo jogo por engano três vezes após participar de um bolão informal. O erro, dessa vez, veio a calhar: ao contrário de ganhar apenas uma cota do prêmio, recebeu três. Com isso, o grupo ficou R$ 54 milhões ao invés dos R$ 20 milhões aos quais teria direito se apostasse corretamente.

Prefeito:

Politicamente falando, a aposta vencedora dos assessores da Liderança do PT na Câmara dos Deputados é o bolão mais famoso. Mas não é o único a envolver políticos: em 2017, o prefeito de São Pedro da Cipa (MT), Alexandre Russi, um secretário da cidade e outras 18 pessoas ganharam o prêmio de R$ 101 milhões. O grupo apostou dois jogos apenas, mas com 10 números e só gastou R$ 100. O prêmio que o prefeito recebeu equivalia a cerca de cinco meses da arrecadação da cidade de 5 mil habitantes. À época, o prefeito revelou que usaria R$ 1 milhão do dinheiro para pagar dívidas de suas empresas.

Mega da virada:

Nem todos têm a mesma sorte do prefeito Russi. Na Mega da Virada de 2014, a aposta vencedora saiu para funcionários de um hospital em Teofilândia. Um funcionário, entretanto, ficou de fora porque decidiu viajar. Em 2010, na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, o bolão ganhou mas não levou: após os números terem sido sorteados, o grupo de 40 pessoas que participou do bolão descobriu que o jogo não foi registrado pela funcionária da lotérica. A funcionária terminou condenada por estelionato.

Cervantes:

Em 2012, 20 funcionários do Cervantes, tradicional restaurante do Rio de Janeiro, ganharam R$ 12 milhões na Quina de São João: dez garços, seis copeiros, dois caixas, um cozinheiro e um gerente. Outros 27 funcionários ficaram de fora e perderam a chance de receber R$ 630 mil, valor que cada um teve para receber. Um deles, Lúcio Flávio Osório, foi o único copeiro que resolveu ficar de fora mesmo após participar há vários anos dos bolões feitos pelos funcionários do estabelecimento. A história transformou Lúcio Flávio em celebridade: ele chegou a ganhar R$ 30 mil depois de participar do quadro “Agora ou Nunca”, do programa Caldeirão do Huck. À época, o apresentador também se comprometeu a pagar a festa de aniversário da filha de Lúcio Flávio.

Fim trágico:

A principal desvantagem do bolão é dividir o prêmio. Por isso, também existem episódios em que o sorteio terminou de forma lamentável. Em 2007, na cidade de Limeira, um bolão teve um fim trágico. Dois dos vencedores do bolão foram assassinados. Um ano depois do sorteio, Altair Aparecido dos Santos, de 43 anos, morreu durante um assalto após uma festa em sua cháchara na cidade.

Morte em rodovia:

Em 2016, outro vencedor do mesmo bolão, Arlei Rosa da Silva foi encontrado morto nas margens de uma rodovia. As investigações apontaram para um inquilino de Arlei, que teria cometido o homicídio após desentendimento entre os dois.

Extorsão:

No mesmo sorteio do bolão dos funcionários do Hospital de Teofilândia, uma das funcionárias foi vítima de uma tentativa de extorsão feita pelo seu próprio filho. Ele e um amigo forjaram um sequestro para tentar convencer a ex-faxineira a pagar R$ 300 mil em troca da liberdade do filho. Os dois foram presos dias depois.

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