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Delegada que investiga Neymar faz campanha do Governo de São Paulo

Bussacos diz que a sua escolha e a do prédio, assim como a data de lançamento da campanha, não tem relação com o caso Neymar. 

A delegada Juliana Lopes Bussacos, que conduz inquérito após Neymar ser acusado de estupro, foi escalada para campanha publicitária do Governo de São Paulo contra violência doméstica. O comercial de 30 segundo foi exibido em horário nobre na TV aberta. A peça é filmada na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, no bairro de Santo Amaro em São Paulo.

Nessa delegacia, a modelo Najila Trindade registrou boletim de ocorrência no dia 31 de maio acusando o atacante do PSG e da seleção de agredi-la e estuprá-la em um hotel em Paris. Depois de ouvir Neymar, Najila e demais testemunhas, a delegada caminha para concluir o inquérito policial.

Neymar. (Foto: Divulgação)

Única delegada que aparece na propaganda, Bussacos surge por duas vezes entre as cenas com os relatos das vítimas. Numa das cenas, ela está de braços cruzados na frente do prédio da DDM de Santo Amaro, onde jornalistas do Brasil e exterior fazem campana desde que o caso veio à tona. Na quinta (13), durante depoimento do atacante, o prédio foi fechado e parte da rua interditada. Pelo menos, 50 policiais foram convocados para fazer a segurança do local que recebeu dezenas de fãs de Neymar.

Bussacos diz que a sua escolha e a do prédio, assim como a data de lançamento da campanha, não tem relação com o caso Neymar. 

“As imagens foram feitas antes (de Najila registrar boletim de ocorrência) e já estava prevista a divulgação da campanha”, afirmou.

A campanha foi divulgada pelo governo na última quinta (13), na mesma data em que Neymar foi até a 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, na zona sul de São Paulo, prestar depoimento. O objetivo do vídeo, segundo texto publicado no site do Governo de São Paulo, é atingir o engamento de toda a sociedade no combate à violência doméstica, inclusive com denúncias de agressores.

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Durante lançamento do comercial, Doria concedeu entrevista coletiva e falou sobre a necessidade de direcionar políticas públicas para evitar o feminicídio. Entre janeiro e abril deste ano, 54 casos foram registrados em todo estado. 

“As autoridades públicas não podem permitir que mulheres continuem a ser espancadas ou mortas, dentro ou fora de casa, por seus atuais ou ex-companheiros”, disse Doria.

 

(*) Com informações da Folhapress

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