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Acesso à Praia Dourada é reaberta, mas moradores temem perder rua

Essa semana, uma construtora interditou a única passagem de acesso ao local devido a obras de duplicação e moradores protestaram

(Reprodução)

Após protestos de moradores da Praia Dourada, localizada na zona rural de Manaus e a 4 quilômetros da avenida do Turismo, Zona Oeste, a via que dá acesso ao local – interditada esta semana – foi desobstruída na tarde desta sexta-feira, 23, Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). A interdição causou inúmeros constrangimentos para quem vive pelas redondezas, segundo apurado pela reportagem.

Funcionários do IMMU foram ao local e retiraram os bloqueios da via, não somente pela pressão dos moradores prejudicados, mas também motivados pelo descumprimento das ordens básicas de comunicação da empresa  aos usuários da área. Apesar dessa ação, empresários e moradores da área temem em perder a via de acesso à comunidade e flutuantes.

O motivo da avenida ser bloqueada é devido a uma empresa que está realizando a duplicação da estrada em uma propriedade particular. A obra vem ocasionando revolta de moradores da área, pois a construtora interditou a única passagem de acesso à comunidade e aos flutuantes que são muito procurados no fim de semana.

Nelson Marinho, morador do bairro, denuncia que devido a obstrução do local, quem tem residência na área e também quem é dono de balneários e flutuantes na Praia Dourada, estão sendo prejudicados. “Ontem, 22, eles interditaram a passagem e a gente pressionou e conseguimos que eles mantivessem aberto, que é pública”, comunicou Nelson.

No entanto, conforme o morador, a empresa afirma ter todos os documentos do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) para fechar a área.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Ipaam, responsável pelo licenciamento ambiental, e com o Implurb, que cuida da liberação dos alvarás para a construção, e também com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Manaus (Sinduscon), que representa o segmento das construtoras de Manaus, por meio de telefone celular, mas até a publicação dessa matéria, não houve retorno.

“A via tem exatamente 50 anos e foi construída com recursos próprios do sr. Carlos Marinho, meu pai. O que nós queremos é que, se vai duplicar a via, que construa a nova enquanto a velha continue sendo usada. Outra coisa que estamos levantando, é essa autorização do Ipaam já que o impacto ambiental é visível pelo assoreamento do igarapé que fica lá perto”, lamentou Nelson Marinho.

Desfecho

A equipe de reportagem do Amazonas 1, esteve no local informado, mas a  via já havia sido desobstruída, segundo os moradores que realizaram as denúncias aos órgão competentes,

 

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