Câmara promete mediar reunião entre professores manifestantes e prefeito | | Amazonas1

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Câmara promete mediar reunião entre professores manifestantes e prefeito

Reunião entre vereadores e professores (Foto: Dircom/CMM)

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) vai mediar uma reunião entre os representantes do movimento de base dos trabalhadores da educação e a Prefeitura de Manaus para tratar da pauta de reivindicações da categoria. A decisão foi tomada em reunião realizada com o presidente da Casa Legislativa, Wilker Barreto (PHS), na presença de vereadores, na Sala da Presidência, na manhã desta quarta-feira (27), quando representantes dos trabalhadores da educação foram recebidos pelo Chefe do Poder Legislativo.

Os professores, desde cedo, fizeram protesto em frente à Câmara, chamando a atenção dos vereadores para suas reivindicações, entre elas, a prestação de contas do uso dos recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e CPI para apurar a aplicação dos recursos; repasse do resíduo do Fundeb, no valor de R$ 109 milhões, em forma de abono, por entenderem que o cumprimento do PCCR, deve ser garantido por orçamento municipal, e política salarial efetiva, com o cumprimento imediato do PCCR em suas progressões por tempo de serviço e titularidade.

Os professores cobram transparência na aplicação dos recursos do Fundeb, que segundo eles, não é repassado desde 2007. “Queremos saber quando, como e onde estão sendo aplicados esses recursos”, cobrou a professora Francisca Azevedo, uma das coordenadoras do movimento.

Para o presidente da Casa Legislativa, Wilker Barreto, a Câmara está fazendo sua parte. “O direito de greve é legítimo, mas temos que separar o joio do trigo, pessoas que de forma muito clara querem boicotar o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e o Prova Brasil (Avaliação Nacional do Rendimento Escolar). Manaus está acima de qualquer interesse de categoria. A Câmara vai cumprir seu papel de mediar negociações. Instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito tem que ter fato concreto e temos agora o Tribunal de Contas provocado que vai investigar”, disse Wilker, que é da base do prefeito Arthur Neto, após reunião com as lideranças do movimento, entre eles os professores Bibiano (ex-vereador), Francisca Azevedo, Jonas Araújo, Dejanice Braga e Neucimar Farias.

Na reunião, da qual participaram também os vereadores Joelson Silva (PSC), Sassá da Construção Civil (PT), Professora Therezinha Ruiz (DEM), Jaildo dos Rodoviários (PCdoB), Raulzinho (DEM), Professora Jacqueline (PHS), Professor Samuel (PHS), Dante (PSDB), Fransuá (PV) e Marcelo Serafim (PSB), além de Chico Preto (PMN). Wilker Barreto diz que a Câmara está tranquila em cumprir o seu papel. “Abrimos às portas da Câmara, embora não concorde com protesto primeiro para depois sentar-se à mesa. Primeiro se senta à mesa e depois protesta como fez ontem a saúde. Eles podem até protestar, mas primeiro foram reivindicar, negociar”, afirmou Wilker Barreto.

(*)Com informações da assessoria

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