Caminhada em prevenção ao suicídio colore a Ponta Negra em ação do setembro amarelo | | Amazonas1

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Caminhada em prevenção ao suicídio colore a Ponta Negra em ação do setembro amarelo

Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), o suicídio foi a causa da morte de 60 pessoas de janeiro e julho de 2017. (Foto: Divulgação)

Como parte da campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio e valorização da vida, representantes de organizações sociais, psicólogos, psiquiatras, defensores públicos e estudantes realizaram uma caminhada na Ponta Negra, na zona oeste de Manaus, no último domingo. A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) apoia a campanha por se tratar de um movimento de valorização da vida e também uma questão de saúde pública.

A campanha iniciou em Manaus em 10 de setembro, dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, com uma mobilização no Largo de São Sebastião e iluminação em amarelo do Teatro Amazonas, no Centro de Manaus. Contou, ainda, com um simpósio sobre o tema, que reuniu especialistas na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) no último dia 13 de setembro. No domingo, ocorreu a caminhada, último evento da programação organizada pela Associação Amazonense de Psiquiatria, com o apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria, Conselho Federal de Medicina, Defensoria Pública do Amazonas, ALE-AM, Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e Governo do Estado.

A Defensoria Pública quer ampliar as discussões sobre as formas de prevenção e, sobretudo, de reforço na rede pública na área de saúde mental mesmo após a campanha. O titular do núcleo de saúde da DPE-AM, Arlindo Gonçalves, está montando uma agenda de encontros com profissionais da área de saúde, psicólogos e psiquiatras para estreitar os contatos e discutir propostas para melhorar a assistência à saúde mental. O núcleo de saúde fica na rua 24 de Maio, 321, Centro, zona sul de Manaus, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), o suicídio foi a causa da morte de 60 pessoas de janeiro e julho de 2017. São mortes que poderiam ser evitadas, segundo a AAP, que estima que 97% das pessoas que se suicidam têm um diagnóstico psiquiátrico comprovado. Dessas, pelo menos 90% poderiam estar vivas caso tivessem recebido a abordagem e o tratamento médico adequado.

(*) Com informações da Defensoria pública do Amazonas

 
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