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Fábrica clandestina de charque é fechada em Manaus 


Uma fábrica clandestina de charque, localizada, no Conjunto Beija-Flor, em Flores, Zona Centro Sul de Manaus, foi interditada e autuada nesta terça-feira, 17, pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas, órgão vinculado à Secretaria de Produção Rural (Sepror), em parceria com a Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon).

Durante a operação intitulada “Alimento Controverso”, aproximadamente, 1 tonelada de carne salgada, 300 quilos de carne congelada e 4 toneladas de carne curada imprópria para o consumo humano foram apreendidas e destruídas.

(Foto: Divulgação)

De acordo com a Adaf, o estabelecimento estava funcionando sem o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e foi interditado por infringir a legislação sanitária, Lei de N°.4.223 de 8 de outubro de 2015.

Produtos – Os agentes de inspeção da Adaf, identificaram que os produtos estavam sendo produzidos e manipulados sem condições higiênicas, mal acondicionados e vencidos. Além disso, o local estava sujo, não atendia as exigências higiênico-sanitárias e os funcionários estavam trabalhando sem o Equipamento de Proteção Individual (EPI) e sem o material adequado para processar o produto.

“Os freezers estavam sujos e as máquinas que processavam toda a carne estavam enferrujadas. Haviam moscas e larvas sobre a carne, condições péssimas para o consumo e prejudiciais à saúde humana”, comentou o agente fiscal da Adaf, Haruo Takatani.

Ainda segundo o agente de inspeção da Adaf, dentro dos freezers haviam ainda margarina, queijo, frango, empanado de frango e peixe. Todos com data de validade vencidas.

Destruição – Os produtos apreendidos foram levados ao Aterro Sanitário Municipal da capital para serem destruídos e destinados a compostagem. Os produtos estavam sem condições para serem doados e consequentemente consumido. Já o responsável do local durante a deflagração foi conduzido à Decon, onde foram realizados os procedimentos cabíveis.

Denúncia – De acordo com a Decon, as ações estão sendo deflagradas por meio de denúncias, com o intuito de fiscalizar estabelecimentos comerciais na capital.

“Após denúncia e suspeitas de moradores dos arredores, por conta do forte cheiro na rua, acionei a Adaf para deflagrarmos essa operação. A equipe de investigação apurou o local durante dois meses de trabalho e foram constatados cerca de 5,3 toneladas de alimentos contendo larvas e moscas, além de alimentos fora do prazo de validade. O estabelecimento foi autuado, multado e o proprietário será indiciado pelos crimes contra relação de consumo” disse o delegado Eduardo Paixão, titular da Decon.

A autoridade policial informou, ainda, que para este serviço está sendo disponibilizado os números do disque-denúncia: (92) 99962-2405 e 3214-2264, para o repasse de delações relacionadas ao atendimento à pessoa física e consumidor. O titular da Decon assegura o sigilo da identidade dos informantes.

Operação – Esta é a terceira operação “Alimento Controverso”, em parceria entre a Adaf e Decon. Em março foram apreendidas aproximadamente 6 toneladas de produtos de origem animal entre eles: queijo, presunto, calabresa, apresuntado e outros.

 

 

*Com informações da Assessoria 

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