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MPF investiga Unimed Manaus e instituição pode sofrer intervenção

O inquérito do MPF foi baseado em uma denúncia anônima. O documento foi publicado, nesta terça-feira, 19, no Diário Oficial do órgão, através da portaria n° 43, assinada pela procuradora da República, Luísa Astarita Snagoi. (Foto: Unimed Manaus/Web)

 

Da Redação 

A Unimed Manaus virou alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF), que instaurou, no último dia 24, um inquérito civil público para apurar suspeitas de desvio de recursos e outras irregularidades na cooperativa médica e rede assistencial que atua na capital. O procedimento pode levar à intervenção da empresa, que no mês passado, foi exposta na internet após o vazamento de uma carta cuja autoria foi atribuída ao médico Sérgio Ferreira Filho, publicada em um portal de noticias local alertando sobre uma dívida de R$ 250 milhões em pagamentos atrasados, incluindo repasses a fornecedores e aluguéis de prédios.

O inquérito do MPF foi baseado em uma denúncia anônima. O documento foi publicado, nesta terça-feira, 19, no Diário Oficial do órgão, através da portaria n° 43, assinada pela procuradora da República, Luísa Astarita Snagoi. Nele, a procuradora alerta, em uma das considerações, que a denúncia encaminhada ao 14° Ofício, a respeito de possíveis desvios de recursos, “narra supostas condutas deletérias de diretores em detrimento do patrimônio da cooperativa, do pagamento de fornecedores e da boa prestação de serviços aos usuários”, denúncias contra a diretoria da Unimed Manaus consideradas graves pelo MPF.

Também será investigada a participação do superintendente financeiro e de membros da diretoria em vantagens ilícitas; contratação de serviços desconsiderando concorrência com melhor custo x benefício, e fraude na criação da sociedade anônima, fatores que podem estar acarretando em prejuízos aos mais de 180 mil clientes e beneficiários do serviço, bem como, aos fornecedores da cooperativa, que é composta por cerca de mil médicos, e tem como diretora-presidente a médica Corina Viana.

“A gravidade dos fatos narrados e a necessidade da busca de elementos mínimos de informação a possibilitar a atuação no caso” levou à instauração do processo investigativo, que pode resultar em uma ação na Justiça Federal contra a cooperativa.

Sigilo

O inquérito correrá de forma sigilosa. A promotora determinou a expedição de ofício à Unimed Brasil e à Agência Nacional de Saúde (ANS), responsável pela fiscalização dos planos de saúde no Brasil, para que ambas se manifestem, em 15 dias, sobre o teor da representação e informem quais as medidas administrativas a serem adotadas, especialmente quanto a uma possível intervenção na Unimed Manaus.

Também solicitou que ambas apresentem esclarecimentos e documentações para a elucidação dos itens e convocou para oitiva, os seguintes ex-empregados da cooperativa: Thiago da Silva Batista, Flávio Lavareda Leão Filho, Marineide do Vale Maia, Diego da Silva Martins. A reportagem tentou contato com todos eles, através dos telefones disponíveis na portaria. Apenas Flávio Lavareda Leão Filho atendeu a ligação e informou que não se manifestaria por desconhecer o assunto.A Unimed Manaus foi procurada mas preferiu não se manifestar, pois ainda não foi notificada. A reportagem entrou em contato com o médico Sérgio Ferreira Filho, que ficou de retornar a ligação, mas não o fez até o fechamento da matéria.

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