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25 de maio de 2020
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Prefeitura de Manaus começa a testar Zona Azul com mais de 800 dias de atraso

Com 805 dias de atraso, desde que assinou contrato com o Consórcio Amazônia, a Prefeitura de Manaus começou a operar nesta quarta-feira (17) o sistema de estacionamento rotativo conhecido como ‘Zona Azul’, no Centro da cidade. Na época da assinatura do contrato, em agosto de 2015, o prefeito Arthur Virgílio Neto disse que a implantação […]

Prefeitura de Manaus começa a testar Zona Azul com mais de 800 dias de atraso
(Foto: Ricardo Oliveira/Semcom)

Com 805 dias de atraso, desde que assinou contrato com o Consórcio Amazônia, a Prefeitura de Manaus começou a operar nesta quarta-feira (17) o sistema de estacionamento rotativo conhecido como ‘Zona Azul’, no Centro da cidade. Na época da assinatura do contrato, em agosto de 2015, o prefeito Arthur Virgílio Neto disse que a implantação “estava na hora porque é preciso dar dignidade ao sistema”.

(Foto: Ricardo Oliveira/Semcom)

Dois anos depois, o ‘Zona Azul’ começou a ser implantado ainda em fase de teste. O lançamento ocorreu na avenida Eduardo Ribeiro, esquina com a 7 de Setembro. Até o dia 17 de fevereiro, não haverá cobrança ao contribuinte pelo serviço.

O sistema de estacionamento foi instituído por lei em novembro 2010 (Lei nº 1.534, sancionada no dia 11 de novembro), quando o prefeito era Amazonino Mendes.

O projeto só foi regulamentado no dia 30 de março de 2012 e sofreu vários atrasos no cronograma. O lançamento do edital do processo licitatório estava previsto para dezembro de 2011, mas foi adiado para junho de 2012 pelo Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).

Em 4 de agosto de 2015, Arthur assinou o contrato com o Consórcio Amazônia.

No ano seguinte, em 2016, em entrevista ao jornal A Crítica, o então diretor-presidente do Manaustrans, Eudes Menezes Albuquerque, alegou que a implantação do Zona Azul sofreu atrasos por causa do clima, que dificultou o preparo e a pintura das vagas nas ruas que vão receber o sistema e as obras de revitalização da Avenida Eduardo Ribeiro.

Com a omissão do prefeito de Manaus, os motoristas continuaram ‘reféns’ dos flanelinhas, como ocorre em quase toda a cidade sem que a Prefeitura fiscalize ou tome outras providências. Um exemplo do descaso da gestão de Arthur é na Ponta Negra, onde os flanelinhas tomaram as vagas para si.

 

Projeto prevê 3,2 mil vagas

Inicialmente, o ‘Zona Azul’ previa 3,2 mil vagas em mais de 60 ruas no Centro de Manaus, como a Ramos Ferreira e Joaquim Nabuco.

Quando o contrato foi assinado, no dia 4 de agosto de 2015, a Prefeitura informou que o Consórcio Amazônia teria 90 dias para implantar a primeira fase, que compreendia 2,1 mil vagas, além de 180 dias para implantar mais 1,1 mil vagas.

À época, a Prefeitura informou que o sistema de estacionamento rotativo funcionaria de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 18h, e no sábado das 8h às h. Domingos não haveria cobrança pelo sistema.

Cada vaga deveria ser utilizada em, no máximo, 3 horas seguidas e, para cada hora, seria cobrado o valor de R$ 2,45.

O cidadão interessado em utilizar uma vaga poderá utilizar um cartão disponibilizado pela Concessionária, que será ofertado em pontos de venda. Nesses cartões , o usuário deve ‘carregar’ com horas-créditos, que ficarão associadas ao veículo e/ou ao proprietário (para o caso de frota).

Haverá, ainda, a opção de compra de créditos através da internet . Para a utilização deste meio de pagamento, deverá ser estabelecido procedimento de cadastro e compra disponibilizado na Internet.

Pelo contrato de 2015, a concessionária terá um prazo de vigência da concessão  por 10 anos, prorrogáveis por mais 10 anos.

 

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

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