Professores da Semed denunciam riscos com ar condicionados danificados nas escolas | | Amazonas1

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Professores da Semed denunciam riscos com ar condicionados danificados nas escolas

Os aparelhos não apresentam condições de funcionamento, mas permanecem nas salas de aula (Reprodução/Facebook)

Da Redação

Escolas com salas de aulas abafadas, aparelhos de ar-condicionado danificados e sem manutenção têm sido problemas constantemente mostrados nas redes sociais por professores da Secretaria Municipal de Educação (Semed). São aparelhos de janela, velhos, sujos, danificados e que expõe estudantes e servidores a riscos graves de segurança além do desconforto térmico e  doenças respiratórias.

A professora de História Gleice Oliveira expôs a situação de seis escolas de Manaus. Entre elas estão: Escola Municipal Professora Sara Barroso Cordeiro, Santa Etelvina; CMEI Beatriz Sverner, Tancredo Neves, Nova Floresta 4; Escola Municipal Arthur Engracio da Silva, Tancredo Neves; Escola Municipal Maria do Carmo Rebelo de Souza, São Jose II; Escola Municipal Professora Noêmia Santana do Nascimento, Redenção; e Escola Municipal Maria Leide Amorim, na Comunidade São João, localizada no quilômetro 4 da BR-174, área rural. A professora Maria Glair também publicou imagens de aparelhos quebrados na escola onde leciona.

Os ar condicionados representam, também, risco de segurança aos alunos (Reprodução/Facebook)

As providências são pedidas pelos diretores da escola aos distritos educacionais. Com a demora na resposta, é comum os professores fazem cota ou até mesmo rifa para resolver o problema com urgência.

Vereador no período de  2013 a 2016, o professor Bibiano já levou a denúncia ao plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e até ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). “Fica difícil trabalhar e estudar com ar que não funciona em prédio alugado e adaptado sem ventilação. Temos que fazer rifa para arrumar os condicionadores de ar”.

Segundo o professor, a maioria das escolas funciona de forma adaptada em prédios que antes eram apartamentos, casas, comércios e armazéns, quentes, úmidos, mofados e sem ventilação. “Uma vez denunciei o caso de uma escola que funcionava um depósito de gás nos fundos. É muito humilhante e perigoso para os alunos”, disse Bibiano.

Justificativa

Em nota, a Secretaria Municipal Educação (Semed) não negou a existência do problema, mas respondeu que os consertos dos aparelhos dependem de um cronograma de atendimento pela subsecretária de Infraestrutura e Logística da Semed para as 492 unidades de ensino. “No cronograma estão inclusas as unidades citadas nesta demanda. Os serviços realizados são registrados e acompanhados por meio de relatórios mensais”.

Na resposta, a Semed disse desconhecer a informação sobre a utilização de recursos próprios por parte de professores e funcionários das unidades para o reparo dos aparelhos. “As unidades da rede municipal de ensino recebem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) do Ministério da Educação (MEC) para a execução de diversas ações dentro das escolas, entre elas a manutenção de equipamentos como aparelhos de ar-condicionado”.

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