Secretária da Semed chama de 'criminoso' movimento de professores | | Amazonas1

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Secretária da Semed chama de ‘criminoso’ movimento de professores

Kátia Helena, titular da Semed, não deu legitimidade à paralisação dos educadores, ocorrida na semana passada (Semcom)

Da Redação

A secretária municipal de educação, Kátia Schweickardt, chamou de criminoso o movimento professores contrários à utilização a forma de utilização do recurso residual do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em Manaus. A declaração foi feita durante a entrevista coletiva, no dia 18, para anunciar o pagamento das progressões de carreira com os recursos do fundo federal, na companhia do prefeito Arthur Neto.

Kátia criticou as manifestações dos servidores que fecharam a frente da Secretaria Municipal de Educação (Semed), na manhã do dia 12 de setembro. “Fizeram um movimento que que eu considero até criminoso, porque foi um movimento que não foi pedido pauta, agenda. Simplesmente foram lá e fecharam a rua. Eu não entendo isso. E a gente tava trabalhando em sala de aula preparando os alunos”, declarou.

A secretária ainda disse mais: “Fomos surpreendido por gente que não é do chão da escola (eu sou professora do chão de escola), eles nem sabem que não é possível frear o Ideb. Porque o ideb nao se resume à prova. Tudo que nós já avançamos não teremos recuo”, ressaltou ela sobre a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

O prefeito Arthur Virgílio Neto tomou o microfone da secretária e engrossou o coro contra os manifestantes. “Será que o fato dessa minoria dizer tão berrantemente que discordam da nossa política de educação e nao dirige suas baterias para o Governo do Estado. Eu pergunto para eles: Será que concordam com a política do estado? Então, o caos está aqui, os atrasos esta qui, a falência esta aqui. é aqui? Será Manaus que foi escolhida a cidade mais equilibrada financeiramente pela Federação das indústrias do Rio de Janeiro, a que mais cresceu no Ideb desde o início?”, justificou ele sobre a decisão da Semed e aproveitou para criticar o pagamento do abono salarial promovido pelo governador interino David Almeida.

Sindicato reage

O Sindicato dos Professores e Pedagogos do Município de Manaus – Asprom/Sindical reagiu com indignação às declarações da secretária. “Os professores não merecem tamanha ofensa e desconsideração, não merecem serem achincalhados, de outra forma merecem ser respeitados, pelo simples fato de serem professores e devem ser reconhecidos e valorizados por merecimento, por dedicarem-se arduamente ao exercício do Magistério e por estarem, dia a dia, nas escolas realizando um trabalho comprometido, em todos os níveis e modalidades de ensino, mesmo diante de tantos problemas e dificuldades vivenciadas referentes aos aspectos pedagógicos e de estrutura física das escolas”.

A nota do sindicato reforça o direito legítimo da categoria em reivindicar melhorias. “A manifestação dos professores é justa, os professores têm todo o direito de solicitarem total transparência no que se refere à aplicação dos recursos do FUNDEB, têm todo o direito de reivindicarem que os recursos do FUNDEB sejam utilizados para a valorização e carreira do Magistério e seja utilizado para o REAJUSTE SALARIAL que até o momento não foi concedido pelo prefeito Artur Neto, que segue contrariando a Lei da Data Base que foi 1° de maio”.

Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) endossou a decisão da Semed sobre os critérios de utilização do Fundeb e recebeu até parabenizações do prefeito Arthur Neto durante a entrevista coletiva na qual participou o presidente do sindicato, Marcus Libório. O Sinteam discorda das manifestações encampadas pelos professores.

CONFIRA ABAIXO A NOTA DE REPÚDIO DA ASPROM

O Sindicato dos Professores e Pedagogos do Município de Manaus – ASPROM/SINDICAL vem através desta, manifestar repúdio veemente à postura da Secretária de Educação Municipal Sra. Kátia Schweickardt por se referir ao movimento dos professores como sendo criminoso, o que causou total revolta e indignação em todo professor. Os professores não merecem tamanha ofensa e desconsideração, não merecem serem achincalhados, de outra forma merecem ser respeitados, pelo simples fato de serem professores e devem ser reconhecidos e valorizados por merecimento, por dedicarem-se arduamente ao exercício do Magistério e por estarem, dia a dia, nas escolas realizando um trabalho comprometido, em todos os níveis e modalidadds de ensino, mesmo diante de tantos problemas e dificuldades vivênciadas referentes aos aspectos pedagógicos e de estrutura física das escolas. Os professores fizeram uso do direito constitucional de se manifestarem livremente, sem ter que pedir autorização de ninguém, pois somente nos governos ditatoriais constitui crime o fato de os indivíduos se manifestarem publicamente, assim estando num país democrático, onde a Constituição assegura o direito de livre expressão, os professores não agiram de maneira ilegal e por isso o ato realizado no último dia 12/09/2107 em frente à Sede da SEMED não poderia de maneira nenhuma ser comparado como movimento criminoso, pois os professores não infringiram nenhuma lei, do contrário realizaram um ato ordeiro e pacífico.
A manifestação dos professores é justa, Os professores têm todo o direito de solicitarem total transparência no que se refere à aplicação dos recursos do FUNDEB, têm todo o direito de reivindicarem que os recursos do FUNDEB sejam utilizados para a valorização e carreira do Magistério e seja utilizado para o REAJUSTE SALARIAL que até o momento não foi concedido pelo prefeito Artur Neto, que segue contrariando a Lei da Data Base que foi 1° de maio.
Os professores não aceitam ofensas que estão virando rotina, pois um dia, são chamados de baderneiros, no outro têm o movimento que organizaram comparado a de criminosos,. E amanhã do que mais os professores serão rotulados?
Esperamos não o mínimo, mas o máximo respeito aos professores, pois eles merecem.

A DIRETORIA.

Manaus, 18 de Setembro de 2017.

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