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21 de janeiro de 2021
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Ataque com mísseis em Cabul deixa ao menos dez civis mortos

Insurgentes do Taleban negam autoria, apesar de atentados recentes após negociações de paz

Ataque com mísseis em Cabul deixa ao menos dez civis mortos
Foto: Reprodução

Um ataque com mísseis matou ao menos dez civis e feriu cerca de 50 pessoas em uma área residencial de Cabul, capital do Afeganistão, neste sábado (21), segundo a agência de notícias AFP.

As explosões aconteceram em horário de grande movimento e algumas atingiram área destinada a instituições diplomáticas. Um dos foguetes caiu próximo à embaixada do Irã, mas não houve feridos, de acordo com a embaixada.

O porta-voz do Ministério do Interior afegão, Tariq Arian, afirmou que “terroristas” lançaram 14 mísseis de um pequeno caminhão dentro da cidade. Uma investigação tenta saber como o veículo conseguiu entrar na cidade.

O ataque acontece dias após conferência em Genebra, na Suíça, que discutiu o financiamento ao Afeganistão diante da queda de ajuda internacional, da retirada das tropas americanas da região e após o início de conversas de paz entre o Taleban e o governo afegão, em setembro.

Mesmo com o início das negociações entre a organização e o governo, ataques entre as duas partes continuam ocorrendo. No início de novembro, atiradores invadiram o campus da Universidade de Cabul e mataram ao menos 35 pessoas e feriram mais de 50.

Insurgentes do Taleban, no entanto, negam a autoria do ataque ocorrido neste sábado, que é reivindicada pelo Estado Islâmico.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, viajou no sábado para o Qatar, onde se encontrou com autoridades afegãs e negociadores do Taleban.

Segundo um diplomata ouvido pela agência de notícias Reuters, diante dos efeitos da pandemia no mundo, o Afeganistão deve enfrentar cortes de ajuda financeira internacional que podem ir de 15% a 20% nos próximos anos em relação ao que fora disponibilizado nos quatro anos anteriores, cerca de 3,8 bilhões de dólares anuais.

O país tem atualmente mais de 44 mil casos do novo coronavírus registrados e mais de 1.600 mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

(*) Com informações da Folhapress

 

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