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Latino-americanos apresentam um recorde de pedidos de asilo na UE

Os venezuelanos se tornaram o segundo maior grupo de requisitantes, atrás dos sírios, e os pedidos de colombianos também representaram um recorde.


A UE (União Europeia) registrou em fevereiro um recorde de pedidos de asilo de cidadãos da América Latina desde 2014, quando os dados começaram a ser compilados, informou nesta segunda-feira (15) o Easo (Escritório Europeu de Apoio ao Asilo). 

No total, foram 57 mil pedidos de proteção nos países da UE, além de Suíça e Noruega. Os venezuelanos se tornaram o segundo maior grupo de requisitantes, atrás dos sírios, e os pedidos de colombianos também representaram um recorde. 

Com 5.393, os sírios ainda são a primeira nacionalidade em pedidos de asilo, seguidos de venezuelanos (3.995), afegãos (3.608), iraquianos (3.071) e nigerianos (2.461). (Divulgação)

Com 5.393, os sírios ainda são a primeira nacionalidade em pedidos de asilo, seguidos de venezuelanos (3.995), afegãos (3.608), iraquianos (3.071) e nigerianos (2.461). 

Em relação a outros países da América Latina, houve 1.973 pedidos de colombianos, 731 de El Salvador, 616 da Nicarágua, 592 de Honduras, 351 do Haiti, 323 do Peru, 112 de Cuba e 73 da Guatemala. 

“Os pedidos de colombianos alcançaram um recorde em fevereiro, mais do triplo do número de pedidos em comparação com o ano anterior, e se converteram na décima nacionalidade com mais solicitações”, afirmou o organismo. 

Segundo o órgão, a taxa de aceitação dos pedidos de proteção feitos por venezuelanos foi de 48% nos últimos seis meses.

Em 2018, cerca de 22 mil venezuelanos pediram proteção na UE, principalmente na Espanha. 

A Venezuela, que vive escassez de alimentos e medicamentos, colapso do sistema de água e eletricidade, e uma queda acentuada na produção de petróleo, sofrerá neste ano uma contração de 25% do PIB (acumulado de 61% desde 2013), hiperinflação de 10.000.000% e desemprego de 44,3%, segundo previsões do FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgadas na semana passada. 

Da assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), em novembro de 2016, até janeiro, mais de 400 líderes sociais e ambientais, camponeses e indígenas foram assassinados no país. 

Estima-se que haja 1.400 ex-guerrilheiros das Farc que não entraram no acordo de paz e continuam na atividade criminosa.

 

(*) Com informações da Folhapress

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