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‘É muito difícil fazer oposição na Câmara Municipal’, diz Chico Preto

O líder da oposição na CMM disse que não consegue o apoio dos colegas para discutir temas polêmicos e contrários aos interesses da prefeitura

(Divulgação)

O vereador Chico Preto (PMN) disse que “fazer oposição na Câmara Municipal de Manaus (CMM) é muito difícil”. Isso porque quando se coloca em pautas assuntos polêmicos, como transporte coletivo, não se consegue sequer aprovar a convocação de um secretário. O presidente da Casa, vereador Joelson Silva (PSDB), discorda do colega e diz que cada vereador têm a sua consciência.

“Tem 40% dos ônibus fora do prazo e a gente não consegue trazer autoridade responsável por esse assunto para dizer o que pretende fazer. A comissão não convoca, o plenário não aprova”, denuncia o líder (solitário) da oposição, vereador Chico Preto. Outro tema que não é plenamente discutido no plenário, conforme o parlamentar, é o gasto exorbitante com publicidade que chegou a R$ 100 milhões no ano de 2018.

O presidente da Câmara, Joelson Silva, defende que há independência nas ações dos parlamentares. (Foto: divulgação CMM)

O presidente Joelson Silva contradiz as afirmações do colega indicando que a ação da oitava comissão, a de  Transporte, Mobilidade Urbana e Acessibilidade (Comtmua), mostra o caráter independente da CMM. “É um Poder independente. Cada vereador tem a sua consciência, tem a sua forma de agir. Tanto que nós temos a oitava comissão e muitas vezes vamos fazer algumas ações e isso não é nem combinado com a prefeitura. É uma ação de fiscalização do poder legislativo municipal”, declarou.

Chico Preto diz, ainda, que duvida que os legisladores da CMM adotem um discurso sincero durante a campanha eleitoral. “Tenho a convicção que é a contradição da campanha para o exercício do mandato. Duvido se durante a campanha o ‘cara’ teria a coragem de dizer o seguinte: ‘quando eu chegar lá não vou votar de acordo com os interesses da população vou votar de acordo com os interesses da administração porque eu preciso da administração para resolver problemas”.

Ontem o Amazonas1 publicou que já faz um ano que a Câmara tenta aprovar a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a planilha de custos das empresas de ônibus da cidade, mas não conseguiu por falta de assianaturas.

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