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‘É um jogo de boicote’, diz Arthur sobre redução de ônibus

Segundo Arthur, a máquina burocrática do Sinetram custa R$ 4 milhões. Com a intervenção, o prefeito pretende estabelecer o sistema para R$ 1,5 milhão

(Carlos Bolívar/Amazonas1)

O prefeito de Manaus, Arthur Neto, classificou o racionamento do transporte coletivo como ‘jogo de boicote’ das empresas que administraram o sistema. Desde a última segunda-feira, 16, que apenas 70% da frota de ônibus está circulando na capital causando transtornos à população.

Segundo Arthur, a intervenção financeira realizada pela prefeitura no sistema tem causado essa reação das empresas. “É um jogo de boicote deles. Eles não me conhecem o suficiente e pensam que com esse jogo eu vou dizer ‘está aqui o sistema para vocês de novo’, isso não vai acontecer”, enfatizou.

O prefeito destacou ainda que “de um jeito ou de outro” pretende entregar um sistema de transporte mais equilibrado e que um dos problemas enfrentados seria o fato de as empresas não serem amazonenses.

“Nós temos um defeito que eu custei muto a reparar. Quando fui prefeito pela primeira vez, o sistema era composto por empresas amazonenses, com raras exceções. Hoje não tem uma, são todas de fora.”

Veja também: Empresários reduzem frota e culpam intervenção financeira

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), os empresários afirmam que não têm dinheiro para manter 100% da frota circulando na capital e atribuem a ausência de verba à intervenção, que foi decretada dois meses atrás.

Todas as zonas da cidade estão sendo afetadas com o problema, que não tem previsão para normalizar, segundo o Sinetram. Ao ser questionado sobre a situação, o prefeito afirmou que o Sinetram não possui nenhuma autoridade.

“Sinetram não manda nada, é a rainha da Inglaterra. Só a máquina burocrática do Sinetram custa R$ 4 milhões. Em reunião ontem com os responsáveis da intervenção, eu disse que vou estabelecer R$ 1,5 milhão para cuidar de toda a máquina”, disse e acrescentou: “Eles estão com esse jogo, pensam que eu sou fraco como eles são. Vamos ver no final quem ganha, eu vou mostrar que vai ser o povo de Manaus”.

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