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11 de agosto de 2020
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Estude história. Olhar o passado ajuda construir o futuro

O estudo da história sempre foi, e continuará sendo, uma excelente fonte de conhecimento. Conhecer o passado permite que as previsões sobre o futuro sejam bem mais qualificadas e tenham maior margem de acerto, tanto em relação às consequências para a sociedade, como para medir os efeitos econômicos que pode proporcionar para as regiões e […]

Estude história. Olhar o passado ajuda construir o futuro

O estudo da história sempre foi, e continuará sendo, uma excelente fonte de conhecimento. Conhecer o passado permite que as previsões sobre o futuro sejam bem mais qualificadas e tenham maior margem de acerto, tanto em relação às consequências para a sociedade, como para medir os efeitos econômicos que pode proporcionar para as regiões e para os países.  A adoção pelo mercado das tecnologias emergentes, produtos da evolução tecnológica, sempre foi um fator determinante para a construção de uma economia forte. Observar a história de alguns países mostra o caminho do sucesso econômico e social.  Vamos lá então:

No quarto final dos anos 1700, a 1ª. Revolução Industrial foi possível graças aos avanços da mecânica industrial, tendo como fonte de energia os cursos d’água e o vapor, que movimentavam os teares e demais equipamentos responsáveis pela produção industrial, que tinha na indústria têxtil seu maior e mais importante segmento.  Naquele momento, a Inglaterra era o país mais industrializado pois detinha a tecnologia de construção dos equipamentos (teares), equipamento este fundamental para a indústria têxtil. A lei inglesa de então, proibia a exportação de equipamentos e de projetos, como forma de proteger sua indústria.  A lei funcionou até que o projeto foi copiado e levado, clandestinamente, para os Estados Unidos, dando origem às primeiras fábricas do Novo Mundo.  Com o domínio do projeto do tear, os EUA tinham então a tecnologia dos equipamentos e um potencial hídrico muito maior do que a Inglaterra, onde o uso da água era regulado por uma legislação ambiental rigorosa, resultado: a indústria americana teve altas taxas de crescimento, gerou muitos empregos nas cidades e atraiu trabalhadores do campo para as cidades ao longo das décadas seguintes. Nesse período, outros avanços tecnológicos ocorreram, como o projeto de equipamentos usando a divisão do todo em partes independentes, possibilitando a fabricação de grandes lotes de produtos e uma manutenção simplificada. Isso marcou uma importante evolução da engenharia de produção.

Cerca de 100 anos depois, a segunda Revolução Industrial foi impulsionada por novos processos e tecnologias. O uso do carvão como fonte de energia, permitiu que a Inglaterra, graças às suas grandes reservas, retomar o crescimento de sua indústria. A descoberta e o domínio da eletricidade e os avanços da química, aliada à produção em série, geraram outra grande mudança na infraestrutura dos parques fabris, com repercussões na produção de bens e o barateamento dos produtos. Mais produção, mais emprego e preços mais baixos. Mais uma vez a tecnologia aparece como fator fundamental para o desenvolvimento econômico e social.  

Mais cem anos se passaram até que uma terceira Revolução Industrial conduzisse o mundo ao processo de automação da produção, com robôs dominando alguns setores da indústria, modificando novamente os processos de fabricação e os perfis dos empregos oferecidos, na indústria diretamente e nos demais setores da economia.  A computação foi a grande tecnologia desta fase, passando a comandar todas as etapas, desde a criação dos produtos.

Uma mudança tecnológica provoca efeitos em cascata, que alteram a forma com que vivemos, estudamos, nos comunicamos, nos ocupamos e como nos relacionamos com o ambiente. A indústria 4.0, base da quarta Revolução Industrial, trás uma excelente oportunidade para o estado do Amazonas. Ela vem com um conjunto de tecnologias que permitem a “fusão dos mundos físicos, digital e biológico”, conforme diz o documento Agenda brasileira para a Industria 4.0 lançada pelo Governo Brasileiro. Como já exposto em artigos anteriores, a biotecnologia é uma vocação do estado do Amazonas e deve ser a base para a nova fase de desenvolvimento pelo qual o estado do Amazonas precisa passar. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, estima que a redução anual de custos industriais no Brasil, a partir da migração da indústria para o conceito 4.0, será de, no mínimo, R$ 73 bilhões/ano. Isso decorre do ganho de eficiência, redução de custos de manutenção de máquinas e no consumo de energia de produção. Uma vez implementada, possibilitará o crescimento da produção sem a necessidade, por exemplo, de construção de novas hidrelétricas, com impactos diretos no meio ambiente.

A participação da indústria no PIB brasileiro representa hoje menos de 10% e, entre 2010 e 2016 o Brasil caiu da 5ª. Posição para a 29ª no Índice Global de Competitividade da Manufatura. Considerando que o Polo Industrial de Manaus é nossa única fonte de renda, melhor prestar atenção no que está acontecendo e agir rápido, sem hesitação e com uma meta ambiciosa a ser atingida, caso contrário, viveremos mais um período de decadência econômica, como a história do período da borracha já nos mostrou. Deixar a história se repetir é, no mínimo, uma irresponsabilidade.  

 

 

 

 

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