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‘O Dia Mundial do Combate à Tuberculose não pode ser esquecido pela pandemia’, diz PhD em saúde pública do AM

• Publicado em 24 de março de 2021 – 15:28
A tuberculose é uma doença bacteriana infecciosa e afeta, principalmente, os pulmões e pode ser grave.

MANAUS – No Dia Mundial do Combate à Tuberculose, lembrado nesta quarta-feira (24),  Sophia Livas – Mestre em saúde, sociedade e endemias do Amazonas e PhD em Saúde Pública pelo Instituto Leônidas e Maria Deane – Fiocruz da Amazônia, disse ao Portal Amazonas 1 que a situação da tuberculose ainda gera uma preocupação, devido à pandemia no novo coronavírus, que pode agravar o quadro da tuberculose e que o resguardo nunca foi tão necessário. “O Dia Mundial do Combate à Tuberculose não pode ser esquecido pela pandemia”, afirmou.

De acordo com a pesquisadora, o combate à tuberculose tem apresentado avanços na última década no Brasil, com redução do número de casos e a diminuição da proporção de abandono ao tratamento. Porém, com a chegada da covid-19, é importante redobrar os cuidados, como resguardo e isolamento social.

“A tuberculose é uma doença bacteriana infecciosa e afeta, principalmente, os pulmões e pode ser grave. É transmitida por uma bactéria chamada ‘Mycobacterium Tuberculosis’, e tem como principais sintomas: tosse por mais de duas semanas, produção de catarro, febre, sudorese, cansaço, perda repentina de peso e dor no peito”, explicou a especialista.

Foto Divulgação Médicos Sem Fronteiras

Tuberculose em Manaus

De acordo com as informações do Núcleo de Controle da Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a taxa de casos em Manaus ainda é considerada a mais elevada das capitais brasileiras, sendo 94 casos para cada 100 mil habitantes.

A preocupação atual nos serviços de saúde é que a redução na detecção de casos possa resultar no diagnóstico tardio da doença – o que vai refletir diretamente no aumento dos casos graves e da mortalidade.

Transmissão

A tuberculose é uma doença de transmissão aérea. Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos, podendo transmitir a doença para outras pessoas.

“A maior preocupação tem sido em relação à pandemia. A tuberculose, além de ser altamente contagiosa, também tem uma taxa de mortalidade considerada alta, caso o paciente não seja diagnosticado e tratado a tempo. Sabemos que a doença tem cura, mas os cuidados em relação à prevenção não devem ser menosprezados. Logo, é importante ficar atento ao menor sintoma, e caso ocorra, é preciso procurar uma UBS pra ter um entendimento imediato”, continuou Sophia.

Foto: Telessaúde Sergipe

Para o diagnóstico da tuberculose, são utilizados os seguintes exames: baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para microbactéria, além da investigação complementar por exames de imagem.

A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é erradicar a tuberculose no mundo até 2035. Para isso, a principal estratégia recomendada é a identificação e tratamento da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB), que ocorre quando a pessoa foi infectada pelo M. tuberculois, mas não desenvolveu a doença.

O tratamento da ILTB visa reduzir o risco de infecção de recém-nascidos e os riscos que as já pessoas previamente infectadas possam vir a adoecer. Em Manaus, a estratégia está sendo fortalecida e ampliada para garantir o avanço progressivo dos indicadores até o alcance da meta.

Coinfecção com a covid-19 

Ambas as doenças atingem os pulmões, enfraquecendo o organismo e reduzindo drasticamente as chances do corpo de resistir ao impacto causado, por isso, é necessário que se tome uma postura de restrição total, para que o quadro não se torne irreversível, visto que a criação de anticorpos das doenças, variam de pessoa para pessoa.

Foto: Carol Garcia / AGECOM/fotos públicas

“Também fazemos o mesmo alerta sobre a civd-19, pois ambas as doenças atingem os pulmões e podem enfraquecer o organismo humano. As medidas de prevenção são praticamente as mesmas: evitar aglomeração; não compartilhar objetos de pessoas infectadas; proteger a boca ao tossir ou espirrar; manter práticas saudáveis para fortalecer o sistema imunológico e visitar o médico ao perceber os primeiros sintomas”, ressaltou a pesquisadora.

Foto Reprodução Instagram da pesquisadora Sophia Livas

Tratamento na pandemia

As pessoas com tuberculose devem ser orientadas para as formas de prevenção da infecção da covid-19 e a permanecer em casa o máximo possível, além de diminuir a frequência das visitas aos serviços de saúde para consultas. Ainda, utilizar estratégias disponíveis localmente para contato com o usuário, como por exemplo a teleconsulta. Reavaliar a realização do tratamento diretamente observado no serviço de saúde para pessoas com tuberculose, considerando a menor exposição possível do usuário e, também, as necessidades do indivíduo; reservar visitas breves aos serviços de saúde para retirada de medicamentos.

“Apesar da tuberculose ter uma vacina, é uma doença grave ainda recorrente no cotidiano, a criação de anticorpos varia de cada pessoa, e a melhor forma de evitar, é o resguardo ‘isolamento’ total, principalmente nessa situação de crise sanitária”, completou Sophia.

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