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Omar ataca Bolsonaro: ‘Ministro fala uma coisa, presidente faz outra e a gente perdendo vidas’

• Publicado em 19 de abril de 2021 – 15:26
Foto: Reprodução Facebook

MANAUS, AM –   Favorito para ser o presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD) usou palavras duras para avaliar o desempenho do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia, e subiu o tom daquilo que se espera durante os trabalhos da Comissão. Falando ao vivo para a Globo News, o parlamentar disse que o objetivo não é fazer uma caçada pessoal, mas que muita coisa errada do passado e do presente está acontecendo no Governo Federal. “Não dá pra eu fazer de conta que não aconteceu nada. Somos 26% de óbitos do mundo e vamos chegar em uma semana a mais de 400 mil óbitos. Em outubro de 2019 as pessoas do ministério da Saúde  já sabiam que a pandemia chegaria no Brasil. E o Brasil não fez absolutamente nada para evitar que o vírus entrasse da forma como ele entrou.”

Para o senador Omar o Governo Bolsonaro não faz o dever de casa e ainda desorienta a população. “O ministro fala uma coisa e o presidente faz outra. E a gente perdendo vidas e batendo cabeça.” Omar Aziz lembrou durante a entrevista que perdeu um irmão para a doença. Ele afirma que a CPI vai entrar direto na casa das pessoas, por se tratar de um assunto recorrente em todas as famílias. “Não queremos condenar pessoas, mas investigar os fatos. Porque faltou oxigênio no Amazonas? Porque não fizemos acordo para comprar vacinas? Porque a Pfizer não assinou contrato com o Brasil?”

(Foto: Reprodução/ O Globo)

Um acordo entre os 11 senadores foi divulgado na última sexta-feira, colocando Omar Aziz na presidência da CPI da Covid e Renan Calheiros na relatoria. “Não seremos perdoados se não sairmos com um protocolo que independa de presidente, governador e prefeito.”

Leia mais: CPI da Covid-19: primeira reunião pode ser depois do feriado

Omar afirma que se o Brasil não mudar os rumos do combate ao coronavírus terá sérios problemas durante todo o ano de 2021. “Teremos terceira onda e quarta onda se não tomarmos providências. Enquanto a China já tomava cuidados, no Brasil estávamos pulando Carnaval.”

Por fim, Omar disse que não há a menor possibilidade de amenizar as investigações. “Não tem negociata com Governo. Não tem a menor possibilidade disso, quando temos mais de 370 mil pessoas morrendo no Brasil. Não tem cargo no Governo nem recurso para o estado que faça eu mudar um centímetro na investigação.”

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