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2 de dezembro de 2020
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Ex-presidiário do AM é detido com documento falso pela Polícia Civil de Pernambuco

De acordo com a Polícia Civil, investigações em andamento apontam a participação de 'Plenitude' em dezenas de homicídios praticados na capital

Ex-presidiário do AM é detido com documento falso pela Polícia Civil de Pernambuco
Divulgação

Após consulta ao Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil do Amazonas, a Polícia Civil de Pernambuco efetuou a prisão do ex-presidiário Francisco Gleisson Jucá da Rocha, 28, vulgo “Plenitude”, que estava em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, com documentos falsos. Considerado de alta periculosidade, o infrator integra uma facção criminosa e é investigado por diversos homicídios cometidos em Manaus.

A Justiça Pernambucana converteu o flagrante em prisão preventiva. Ao ser detido na tarde dessa sexta-feira (23), na Região Metropolitana do Recife, ele apresentou RG fraudulento em que aparecia com o nome de Ricardo Monteiro dos Santos. Os policiais logo desconfiaram do comportamento do infrator e acionaram a Polícia do Amazonas.

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Segundo a Polícia Civil, Francisco Gleisson é um dos nomes mais perigosos de uma facção criminosa que atua em Manaus, vinda de outro estado brasileiro. No intervalo de dois anos, o infrator mudou de grupo criminoso três vezes. Na primeira, deixou a facção local para o grupo criminoso oriundo do Rio de Janeiro. Depois, voltou a integrar o bando criminoso amazonense para, logo em seguida, retornar à organização criminosa carioca.

De acordo com a Polícia Civil, investigações em andamento apontam a participação de “Plenitude” em dezenas de homicídios praticados na capital ao longo dos últimos anos.

Em janeiro deste ano, ele foi preso na Operação “Domínio da Lei” deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) visando desarticular a atuação de uma organização criminosa do tráfico de drogas na abertura e consolidação da extinta invasão Monte Horebe, que ficava próxima ao Residencial Viver Melhor, no Lago Azul, zona norte da cidade, onde corpos foram enterrados clandestinamente. Naquela ocasião, “Plenitude” foi localizado em um condomínio de luxo no bairro Ponta Negra, com uma arma de fogo e dois veículos.

Francisco Gleisson tem diversas passagens policiais. O primeiro registro identificado no Sistema Integrado de Segurança Pública do Amazonas (SISP) data de 2013, quando ele foi denunciado pela companheira por violência doméstica. Depois disso, há registros de prisão nos anos de 2017, 2019 e 2020, todos por posse irregular de arma de fogo.

Em março de 2018, ele já estava no sistema prisional quando teve outro mandado de prisão cumprido em função da operação Keres, deflagrada no bairro Lago Azul, pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

A operação começou em virtude do assassinato de Rodrigo dos Santos Aranha, que era conhecido como “Baloteli”, ocorrido no dia 3 de dezembro de 2017, no mesmo bairro. A vítima, que tinha 21 anos, foi agredida, morta e decapitada por 22 pessoas, e teve a cabeça jogada nas proximidades de uma quadra de esportes.

De acordo com as investigações da aDEHS, “Plenitude” era o mandante do homicídio de Rodrigo, além de ser apontado como o chefe da organização criminosa que atua no bairro Lago Azul. Investigações também indicam sua participação nos homicídios de antigos aliados do crime.

 

(*) Com informações da assessoria

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