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Justiça manda soltar mulher que se disfarçava de homem para roubar bicicletas

Câmeras flagraram ações em série da suspeita, em imóveis na mesma rua.


A Justiça de São Paulo decidiu conceder a liberdade provisória a Michele Nunes Gomes, apontada pela polícia em Santos, no litoral de São Paulo, como a responsável por furtos em série na Cidade.

Ela foi presa na segunda-feira (3), em flagrante, após ser procurada por seis meses. Testemunhas e vítimas afirmaram que ela vestia roupas de homem para não ser reconhecida.

Michele foi localizada por policiais militares no bairro Marapé com um alicate industrial, um estilete e dois celulares sem procedência comprovada. Ela estava com uma bicicleta, cujo cadeado havia sido rompido. O flagrante levou a suspeita ao 2º Distrito Policial da cidade, onde foi reconhecida por outras dez vítimas.

Na audiência de custódia, realizada no Fórum da cidade nesta terça-feira (4), o juiz determinou sua liberdade com imposição de medidas cautelares, como o comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar atividades, proibição de se ausentar da cidade ou mudar de casa, além de comparecer nas fases processuais.

O Tribunal de Justiça não informou a justificativa do juiz do caso para conceder a soltura da suspeita. Ainda conforme informações oficiais, a mesma mulher tem passagens por outros furtos apurados pelo 3º Distrito Policial da cidade, caso que foi encaminhado à 1ª Vara Criminal do Foro de Santos.

Crimes

Segundo a síndica, que pediu anonimato, de um prédio localizado na Rua Ministro Xavier de Toledo, no bairro Campo Grande, vizinho ao bairro Marapé, as invasões ocorrem desde junho deste ano nos imóveis da via. Na ocasião, a mesma mulher foi registrada invadindo um edifício para furtar bicicletas.

“Desde então, eu acredito que já foram 20 bicicletas furtadas, mais ou menos. Ela entra nos prédios e furta o que estiver à mostra, como capacetes de motos, mesmo com cadeado, ou outros equipamentos. Agora, ela está vestindo roupas de homem para não ser mais reconhecida”, reclamou a síndica.

A suspeita se aproveita de brechas na segurança dos prédios para poder invadi-los. “Muitos prédios não têm porteiros. Tivemos que trocar o portão eletrônico e trancá-lo com chaves. Da última vez, ela utilizou um alicate gigante para poder quebrar o cadeado de uma bicicleta”, relata a testemunha.

 

*Informações retiradas do G1

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