Mulher é presa acusada de assassinar marido com ajuda do amante
25 de janeiro de 2021
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Mulher é presa acusada de assassinar marido com ajuda do amante

O ex-policial foi brutalmente assassinado pela esposa e amante.

Mulher é presa acusada de assassinar marido com ajuda do amante

O delegado do 1º Distrito Policial de São Sebastião, Dr. Vanderlei Pagliarini, encaminhou na última sexta-feira (28/12) ao Ministério Público o relatório do inquérito policial sobre o assassinato do arquiteto e ex-policial militar Wesley Augusto Sant’anna, o Lelo, 39 anos, ocorrido no dia 6 de outubro de 2018.

Na tarde desta segunda-feira (31/12), véspera de Ano Novo, a esposa de Lelo, a bacharel em Direito Paula Regina Martins Santana, que já havia sido indiciada por participação no crime, foi presa por equipe da Polícia Civil. A justiça expediu mandado de prisão preventiva. Também foi convertida a prisão temporária para preventiva do funcionário público Robson de Souza, o “Kero-Kero”, 46 anos, acusado de ser o autor do assassinato.

Paula Regina, que tem duas filhas – fruto do casamento com Wesley Sant’anna – foi indiciada no dia 20 de dezembro. Ela foi presa em São Sebastião, litoral de São Paulo, sendo levada para a delegacia da cidade, de onde será transferida para a Cadeia de Ubatuba.

No relatório enviado ao MP constam vários trechos de conversas trocadas entre ela e “Kero-Kero”, nos quais de acordo com a investigação policial, comprovam que mantinham um caso extraconjugal. Os telefones celulares passaram por perícia. Em uma das conversas, Paula Regina diz o seguinte: “eu sei que vc está desesperado, eu entendo vc; morro de dor no coração, mas preciso que me entenda também; olha só, não se preocupe, eu quero ficar com você, pra isso, vai ter que acontecer”. Ainda na conversa, conforme o relatório policial, ela continua: “então tenha calma, eu vou te ajudar, mas não é pra ontem, tenha calma. O mais importante é eu querer ficar com vc e saber que pra isso as coisas vão ter que acontecer”.

Nas mensagens enviadas por WhatsApp também foram constatadas diversas “fotos íntimas” enviadas por Paula Regina a Robson de Souza. Posteriormente, após mandado de busca, foram apreendidas lingeries que condizem com as constantes nas imagens.

A noite do crime

A investigação mostra que na noite de 5 de outubro, poucas horas antes do crime, “Kero-Kero” ligou dez vezes para Paula Regina. A primeira ligação às 22h09 e a última às 23h50.

No relatório do inquérito policial, o delegado salienta que na noite do crime Paula Regina deixou uma das filhas na casa de sua mãe e permaneceu com a outra em sua companhia, na tentativa de produzir álibi.

Durante o dia, “Kero-Kero” e Wesley Sant’anna estiveram juntos em um bar da região central da cidade até por volta das 22h. Pouco depois, Wesley seguiu de moto pra casa, enquanto “Kero-Kero” seguia para próximo à casa.

Câmeras do COI registraram o veículo estacionado próximo ao ginásio de esportes, no Varadouro, a cerca de 100 metros da residência da vítima. Neste local, ele permaneceu por cerca de quatro horas.

Também no inquérito, Paula Regina diz em depoimento que ao chegar em casa Lelo ingeriu mais duas cervejas e juntos comeram comida japonesa e que o marido permaneceu na sala assistindo TV. O delegado alerta para o fato que o acusado do crime não teria como saber se a vítima estava dormindo ou não e salienta para a possibilidade de Lelo ter sido dopado, o que é investigado por meio de coleta de materiais em exumação.

Paula Regina disse em depoimento que foi acordada por volta das 2h30 pela filha, que disse ter ouvido sons na parte inferior da casa. Relata que preocupou-se em fazer a filha dormir e somente após meia hora desceu e chamou vizinhos. O casal entrou na casa e em nenhum momento Paula se aproximou do marido que, em princípio, estaria ferido, aguardando assim a chegada da polícia e do Corpo de Bombeiros. Lelo foi morto com golpes na cabeça, tendo sido utilizado objeto perfurante.

Investigação

O delegado Dr. Vanderlei Pagliarini relata ainda que Paula e “Kero-Kero” usavam linhas reservadas para conversação, preferencialmente por aplicativo WhatsApp. Por fim, ele ressalta que “Robson de Souza não teria meios de praticar o crime, da forma como o fez e naquele local, se não contasse com o auxílio adrede prometido por Paula Regina”.

No último dia 12 de dezembro, uma das advogadas de “Kero-Kero” informou que seu cliente informou que gostaria de realizar “delação premiada”, no qual pretendia expor o envolvimento de outra pessoa no crime, desde que o ato fosse acompanhado pelo Ministério Público e devidamente homologado pela justiça. Na manhã seguinte, uma outra advogada do acusado do crime retirou esse pedido.

Retirada de dinheiro no banco

De acordo com a investigação policial, dois dias após a morte violenta do esposo, Paula Regina, utilizando dos cartões e senha pessoal de Wesley Augusto, promoveu indevidamente a transferência de R$ 15 mil da conta dele para a dela própria, movimentando ainda no tempo de tramitação do inquérito a quantia superior a R$ 30 mil. Três dias decorridos do crime, Paula Regina outorgou procuração a advogado para a abertura do processo de inventário. Ela foi indiciada por participação no crime no dia 20 de dezembro.

O caso que chocou São Sebastião

O crime aconteceu no dia 6 de outubro. Conforme o boletim de ocorrência, a esposa da vítima disse que dormia em seu quarto no piso superior e seu marido estava na sala, no térreo. Na madrugada, ouviu dois fortes ruídos e, com medo de descer, chamou um vizinho. O vizinho foi até a casa e encontrou o arquiteto caído no sofá com ferimentos na cabeça. A Polícia Militar e o resgate foram acionados e foi constatado o óbito no local.

Foram levados dois telefones celulares e a arma do arquiteto. Lelo foi presidente do Rotary Club de São Sebastião e é ex-policial militar. Ele ocupava o cargo de chefe da Divisão de Obras Particulares da Prefeitura. Lelo tinha duas filhas, do casamento com Paula Regina.

Defesa

Na ocasião do indiciamento, a reportagem do Radar Litoral entrou em contato por telefone com o escritório de advocacia Alves de Oliveira & Salles Vanni, em São Paulo, para tentar falar com as advogadas Cecília de Souza e Janaína Frazão, que defendem Paula Regina no caso. A informação obtida foi que elas estão em acompanhamento externo. A reportagem tentou novamente contato com o escritório, mas sem sucesso. O telefone celular das advogadas para contato da reportagem também não foi informado.

*Informações retiradas do RadarLitoral

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