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Transexual de 15 anos é estuprada, espancada, estrangulada e morta

A família acredita que o crime tenha sido motivado por homofobia.

Transexual de 15 anos é estuprada, espancada, enforcada e morta Foto: Reprodução/Facebook

O corpo da transexual Médely Razard, de 15 anos, foi encontrado seminu e com sinais de violência, na última sexta-feira (20), em uma área de mata em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo. A família acredita que o crime tenha sido motivado por homofobia.

Razard foi passar a tarde no apartamento de uma amiga, como de costume, em um condomínio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), próximo à sua casa. Por volta de 22h, recebeu um áudio de sua mãe em um aplicativo de mensagens. O recado pedia que ela retornasse para sua residência, uma vez que tinha aula no dia seguinte. A transexual se despediu da amiga e foi embora.

Assim que o áudio foi encaminhado, os pais da adolescente foram dormir. Na manhã deste sábado (21), perceberam a ausência da jovem quando, no portão da casa, a amiga apareceu chorando, perguntando por Razard.

A Polícia Militar foi acionada para uma ocorrência de encontro de cadáver, às 9h24, no cruzamento entre as estradas do Pinheirinho e Cuiabá, no município paulista. No local, os agentes se depararam com o corpo de uma adolescente, com marcas visíveis de agressão, que estava amordaçado.

A cena do crime mostra indícios de crueldade: o corpo da transexual estava com a bermuda levantada, cobrindo a região superior da cabeça, além de sinais de agressão em seu rosto. A PM acredita que Razard tenha sido estrangulado com um cordão, encontrado ao redor de seu pescoço, e abusado sexualmente. O órgão de segurança não descarta a possibilidade de o crime ter sido cometido por mais de uma pessoa.

A adolescente vestia camiseta, bermuda e chinelo quando saiu de sua casa. A família acredita que o crime tenha sido motivado por homofobia, não só pela crueldade e intensidade dos ferimentos, mas porque nenhum pertence foi levado. O celular de Razard foi encontrado ao lado de seu corpo e, posteriormente, encaminhado para o Instituto de Criminalística de Mogi das Cruzes.

O caso foi registrado como homicídio simples no 1° DP de Itaquaquecetuba, que busca imagens de circuitos de segurança próximos ao local.

*Informações retiradas do R7

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